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Talibã: para que acordo de paz seja feito, presidente afegão terá de sair, reporta mídia

© REUTERS / Mídia Associada O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, participa da Cúpula de Comércio da Ásia Centro-Sul em Tashkent, Uzbequistão, em 16 de julho de 2021.
 O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, participa da Cúpula de Comércio da Ásia Centro-Sul em Tashkent, Uzbequistão, em 16 de julho de 2021. - Sputnik Brasil, 1920, 23.07.2021
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O Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países) garante que não quer monopolizar o poder, mas insiste que não haverá paz até que haja uma nova negociação governamental em Cabul, incluindo a saída do presidente afegão Ashraf Ghani.

Em entrevista à agência AP, Suhail Shaheen, porta-voz do grupo e um dos membros de sua equipe de negociação, informou o que deveria acontecer no país já demasiado golpeado pela guerra. 

Shaheen decretou que o Talibã baixará suas armas quando um governo que seja aceito por ambos os lados - Talibã e povo afegão - for instituído, isto é, quando o governo de Ghani for removido. 

"Quero deixar claro que não acreditamos no monopólio do poder, pois quaisquer governos que buscaram monopolizar o poder no Afeganistão no passado não foram governos bem-sucedidos [...] Por isso, não queremos repetir a mesma fórmula", disse Shaheen, citado pela mídia.

O porta-voz foi inflexível relativamente ao governo de Ghani, chamando o presidente de traficante de guerra e o acusando de usar seu discurso de terça-feira (20), durante o dia sagrado islâmico de Eid-al-Adha, para prometer uma ofensiva contra o Talibã.

© AFP 2021 / Dimitar DilkoffLíderes do movimento talibã participam da conferência em Moscou, Rússia, em 9 de julho de 2021
Talibã: para que acordo de paz seja feito, presidente afegão terá de sair, reporta mídia - Sputnik Brasil, 1920, 23.07.2021
Líderes do movimento talibã participam da conferência em Moscou, Rússia, em 9 de julho de 2021

Shaheen rejeitou o direito de Ghani de governar, mencionando alegações de fraude generalizada que teriam resultado na vitória de Ghani nas eleições de 2019. Após essa votação, tanto Ghani como seu rival, Abdullah Abdullah, se declararam presidentes, mas após um acordo de compromisso, Abdullah se tornou a segunda principal autoridade do governo, e chefia atualmente o conselho de reconciliação.

Em Washington, quando questionada sobre a exigência do Talibã de remover Ghani como condição para um acordo de paz, a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou esta sexta-feira (23) que o presidente norte-americano, Joe Biden, continuará apoiando o presidente afegão. Adicionalmente, Psaki informou que Biden também deve falar com Ghani no final do dia por telefone, relata a AP.

Shaheen considerou as conversações um bom começo, mas explica que as repetidas exigências do governo de Ghani por um cessar-fogo equivalem a exigir que o Talibã se renda.

© AP Photo / Susan WalshPresidente Joe Biden (à direita), encontra-se com o presidente afegão Ashraf Ghani no Salão Oval da Casa Branca em Washington, 25 de junho de 2021
Talibã: para que acordo de paz seja feito, presidente afegão terá de sair, reporta mídia - Sputnik Brasil, 1920, 23.07.2021
Presidente Joe Biden (à direita), encontra-se com o presidente afegão Ashraf Ghani no Salão Oval da Casa Branca em Washington, 25 de junho de 2021
Antes de qualquer cessar-fogo, deve haver um acordo sobre um novo governo "aceitável para nós e para outros afegãos", explicou o porta-voz. Então, desse jeito, "não haverá guerra", citado na matéria.

O Talibã tem rapidamente capturado territórios no país nas últimas semanas, confiscando cruzamentos de fronteiras estratégicos e, de momento, está ameaçando uma série de capitais provinciais. Estes avanços, por sua vez, ocorrem no momento em que os últimos soldados dos EUA e da OTAN deixam o Afeganistão.

Esta semana, o principal oficial militar dos EUA, o general Mark Milley, disse em uma entrevista coletiva ao Pentágono que o Talibã tem um "impulso estratégico", pelo que não descarta uma possível tomada de controle total do país pelo Talibã. 

No entanto, o militar nega que tal cenário seja inevitável, e não acha que "a jogada final já esteja traçada".
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