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Presidente de Cuba chama manifestações de 'mentira' e diz que imagens dos protestos são 'falsas'

© AFP 2021 / Yamil LagePresidente cubano Miguel Diaz-Canel durante ato de reafirmação revolucionária em Havana, em 17 de julho de 2021
Presidente cubano Miguel Diaz-Canel durante ato de reafirmação revolucionária em Havana, em 17 de julho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 17.07.2021
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Os comentários do presidente cubano foram realizados seis dias após manifestações históricas contra o governo da ilha caribenha. Uma pessoa morreu e mais de 100 foram presas.

O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, denunciou neste sábado (17) o que chamou de falsa narrativa sobre os distúrbios na ilha caribenha, falando durante comício ao lado de Raúl Castro e diante de milhares de apoiadores em Havana.

"O que o mundo está vendo de Cuba é uma mentira", afirmou Diaz-Canel, acrescentando que está ocorrendo a divulgação de "imagens falsas" nas redes sociais onde "encorajam e glorificam o ultraje e a destruição de propriedade", citado pela agência AFP.

Os comentários do presidente foram feitos seis dias após manifestações históricas contra o governo comunista. Uma pessoa morreu e mais de 100 foram presas, incluindo jornalistas independentes e ativistas da oposição.

© REUTERS / STRINGERApoiadores do governo reagem durante protestos contra e em apoio ao governo, em meio ao surto da doença coronavírus, em Havana, Cuba, 11 de julho de 2021
Presidente de Cuba chama manifestações de 'mentira' e diz que imagens dos protestos são 'falsas' - Sputnik Brasil, 1920, 17.07.2021
Apoiadores do governo reagem durante protestos contra e em apoio ao governo, em meio ao surto da doença coronavírus, em Havana, Cuba, 11 de julho de 2021

Manifestantes 'pagos' pelos EUA

Protestos antigovernamentais começaram em 11 de junho e teriam sido desencadeados pelo descontentamento da população cubana com a falta de liberdade e a degradação da situação econômica do país.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, disse no início desta semana que os EUA incitaram a agitação popular: "Em Cuba não houve levante social […] houve desordem, distúrbios provocados por uma operação comunicacional que foi preparada há algum tempo e sobre a qual foram alocados recursos multimilionários e plataformas tecnológicas com recursos do governo dos EUA", declarou Rodríguez.

Presidente cubano, por sua vez, já havia declarado que alguns participantes dos protestos são patrocinados pelos EUA para provocar tumultos.

"Há um grupo de pessoas [...] contratadas pelo governo dos EUA, pagas indiretamente através de agências governamentais norte-americanas para organizar este tipo de manifestações", disse Diaz-Canel.

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