Telescópio da NASA detecta 4 planetas 'flutuantes' vagando pelo espaço sem estrela para orbitar

© Foto / Pixabay / MikkehousePlaneta à deriva (imagem referencial)
Planeta à deriva (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 07.07.2021
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Telescópio Espacial Kepler da NASA encontrou uma misteriosa população de planetas "flutuantes" ou "errantes" que não estão conectados a nenhuma estrela hospedeira.

Anteriormente, alguns destes planetas já haviam sido descobertos no espaço. Em 2018, os astrônomos detectaram um planeta gigante 12 vezes maior do que Júpiter fora de nosso Sistema Solar, escreve portal Tech Explorist.

No entanto, usando agora dados obtidos pelo telescópio Kepler, os astrônomos encontraram evidências de uma população enigmática de planetas "flutuantes" no espaço. Cientistas descobriram que estes planetas não estariam ligados a nenhuma estrela hospedeira.

Baseando-se em uma técnica chamada de microlente gravitacional, os pesquisadores descobriram que há quatro novos planetas flutuantes compatíveis com planetas de massas semelhantes à da Terra.

Microlente gravitacional descreve como a luz de fundo de uma estrela pode ser temporariamente ampliada pela presença de outras estrelas em primeiro plano. Isso produz uma pequena erupção de brilho que pode durar de horas a alguns dias. Aproximadamente uma em cada milhão de estrelas em nossa galáxia é visivelmente afetada por microlente em determinado momento, mas estima-se que apenas algumas dessas erupções sejam causadas por planetas.

Os cientistas dizem que incialmente estes planetas errantes podiam ter se formado em torno de uma estrela hospedeira antes de serem ejetados pelo empuxo gravitacional de outros planetas mais pesados do sistema. Provavelmente a estrela hospedeira ainda continua no espaço, mas com menos planetas em sua órbita.

O estudo foi liderado por Iain McDonald da Universidade de Manchester, Reino Unido.

"Kepler conseguiu fazer aquilo para que nunca foi projetado, fornecendo mais evidências provisórias da existência de uma população de planetas flutuantes de massa terrestre", disse em comunicado o coautor do estudo Eamonn Kerins.

Para este projeto, os pesquisadores usaram dados obtidos em 2016 durante a fase K2 da missão do telescópio Kepler, uma extensão de sua missão original.

Durante os dois meses da missão, a cada 30 minutos Kepler monitorou uma área repleta de milhões de estrelas, perto do centro de nossa galáxia, a fim de encontrar eventos raros de microlente gravitacional.

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