Fezes de dinossauro revelam detalhes de vida de inseto de mais de 200 milhões de anos (VÍDEO)

Besouro - Sputnik Brasil, 1920, 05.07.2021
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Os excrementos fossilizados, ou coprólitos, podem fornecer muita informação sobre os animais extintos.

Uma equipe de pesquisadores, liderada por Martin Qvarnstrom, da Universidade de Uppsala na Suécia, criou um modelo tridimensional de um fragmento de fezes, supostamente pertencentes a um Silesaurus opolensis, com o objetivo de conhecer sua dieta e dimensões.

Este ancestral dos dinossauros habitou no que agora é a Polônia, entre 237 e 227 milhões de anos atrás, no período triássico.

O que chamou a atenção dos paleontólogos foram os fósseis bem conservados de besouros que havia dentro do coprólito. Os insetos tinham suas patas e antenas totalmente intactas.

​Uma nova espécie de besouro de 230 milhões de anos foi descoberta em excrementos fossilizados de dinossauro. Esta descoberta sugere que as fezes fossilizadas, ou coprólitos, podem ser uma alternativa útil ao âmbar para encontrar antigos insetos.

Ao examiná-los mais de perto através de microtomografia de sincrotron, os autores do estudo concluíram que pertenciam a uma espécie jamais observada antes. A espécie foi batizada como Triamyxa coprolithica, em referência ao triássico e ao fato de pertencer à subordem Myxophaga.

O besouro, de 1,5 milímetros de comprimento, "provavelmente vivia em ambientes úmidos ou semiaquáticos, tal como seus parentes modernos".

​Microtomografia de sincrotron revela um besouro extinto preservado em 3D em fezes fossilizadas de dinossauro. Besouros excepcionalmente preservados em um coprólito triássico de suposta origem dinosauriforme.

Os pesquisadores afirmam que a descoberta poderia contribuir para compreender melhor a evolução destes insetos, já que a formação massiva de âmbar apenas começou no Cretáceo superior, ou entre 100 e 66 milhões de anos atrás.

Acredita-se que o Silesaurus opolensis tinha uma espécie de bico na ponta de suas mandíbulas, que utilizava para bicar insetos do solo.

Embora o espécime de dinossauro tenha ingerido diversos exemplares de T. coprolithica, é possível que também tenha ingerido insetos maiores. Os excrementos também continham pequenos pedaços de outros alimentos ingeridos.

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