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Enquanto ex-diretor da Saúde nega pedido de propina, CPI apreende celular de seu denunciador

© Foto / Agência Senado / Waldemir BarretoNa foto, advogado do depoente, Flávio da Correia de Moraes, representante da empresa Davati Medical Supply e Luiz Paulo Dominghetti Pereira durante depoimento na CPI da Covid, 1º de julho de 2021
Na foto, advogado do depoente, Flávio da Correia de Moraes, representante da empresa Davati Medical Supply e Luiz Paulo Dominghetti Pereira durante depoimento na CPI da Covid, 1º de julho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 01.07.2021
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Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, negou que tenha solicitado propina e citou "armação". Após depoimento na CPI da Covid hoje (1º), Luiz Paulo Dominghetti, policial militar que o denunciou, teve celular apreendido.

Nesta quinta-feira (1º), o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, negou que tenha cobrado propina do policial militar Luiz Paulo Dominghetti para negociar a compra de vacinas da AstraZeneca, segundo a Folha de São Paulo.

Dias chegou a confirmar que se encontrou no dia 25 de fevereiro com Dominghetti, entretanto, afirmou que não tratou de "propina, pedido de dinheiro ou facilitação".

"Preciso saber qual a motivação desse senhor para nesse momento vir contar essa história absurda. Quem ele quer atingir ou proteger? Estou sendo usado de fantoche para algo?", questionou Dias.

A CPI da Covid ouviu Dominghetti nesta quinta-feira (1º), e em seu depoimento, o policial reafirmou que recebeu pedido de pagamento de US$ 1 (R$ 5) por dose em troca de fechar contrato de 400 milhões de doses da AstraZeneca. Segundo a mídia, ele também afirmou que atuava como representante da empresa Davati Medical Supply.

O policial declarou que, no dia, não deu voz de prisão a Dias pois se tratava de uma situação "crítica" e que havia um superior hierárquico presente.

Dias disse que não conhecia Dominghetti, e que o vendedor foi levado ao restaurante pelo tenente-coronel do Exército Marcelo Blanco, que havia trabalhado no ministério até 19 de janeiro, sendo Blanco, então, o "superior hierárquico presente" citado por Dominghetti.

O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já havia tentado exonerar Dias em outubro de 2020, mas o ato foi barrado pelo Palácio do Planalto depois de o então presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), interceder, conforme noticiado ontem (30).

Apreensão de celular

Após seu depoimento, membros da CPI decidiram apreender o celular de Dominghetti. A motivação teria sido dúvidas que surgiram entre os membros sobre o contexto de um áudio atribuído ao deputado Luis Miranda (DEM-DF), citado e reproduzido pelo policial durante a fala à comissão, segundo o G1.

Dominghetti disse que Miranda tentou negociar aquisição de vacinas contra a COVID-19 diretamente com a Davati.

Os nomes dos irmãos Miranda, de Dominghetti e da Davati vieram à tona, nos últimos dias, em razão de duas denúncias distintas de supostas irregularidades na compra dos imunizantes AstraZeneca e Covaxin.

De acordo com a mídia, Dominghetti usou o áudio como "prova" da afirmação de que Luis Miranda teria tentado intermediar compra de vacinas. Entretanto, o áudio não citou a palavra vacina ou qualquer sinônimo.

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