Alta disseminação do SARS-CoV-2 entre humanos valida fuga de laboratório, diz virologista dos EUA

© REUTERS / Eduardo MunozPessoas mascaradas assistem a fogos de artifício no porto da cidade de Nova York, em meio à vacinação contra a doença do novo coronavírus (COVID-19), na Cidade de Nova Jersey, Nova Jersey, EUA, 15 de junho de 2021
Pessoas mascaradas assistem a fogos de artifício no porto da cidade de Nova York, em meio à vacinação contra a doença do novo coronavírus (COVID-19), na Cidade de Nova Jersey, Nova Jersey, EUA, 15 de junho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 16.06.2021
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Na opinião de Robert Redfield, um dos principais virologistas dos EUA durante a administração de Donald Trump, os coronavírus típicos não se tornam "um dos vírus mais infecciosos" de forma natural.

Robert Redfield, diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA entre março de 2018 e janeiro de 2021, reiterou sua opinião prévia de que o SARS-CoV-2 foi criado em um laboratório, e argumenta que a hipótese de vazamento é a teoria de origem mais provável devido à forma hipereficiente como o vírus aprendeu a se transmitir de um ser humano para outro.

"Quando eu disse antes que não achava biologicamente plausível que a COVID-19 passou de um morcego através de algum animal desconhecido para o homem e agora se tornou um dos vírus mais infecciosos, isso não é consistente com a forma como outros coronavírus entraram na espécie humana", disse Redfield, falando à emissora Fox News em uma entrevista publicada na terça-feira (15).

"E, de fato, sugere que há uma hipótese alternativa de que ele passou de um vírus de morcego, entrou em um laboratório, onde, no laboratório, foi ensinado, educado, evoluiu, de modo que se tornou um vírus que se podia transmitir eficientemente de humano para humano", acrescentou ele.

© REUTERS / Amanda PerobelliO presidente Jair Bolsonaro participa de ato em São Paulo sem usar máscara em meio à pandemia com mais de 484 mil vítimas do coronavírus, em São Paulo, em 12 de junho de 2021
Alta disseminação do SARS-CoV-2 entre humanos valida fuga de laboratório, diz virologista dos EUA - Sputnik Brasil, 1920, 16.06.2021
O presidente Jair Bolsonaro participa de ato em São Paulo sem usar máscara em meio à pandemia com mais de 484 mil vítimas do coronavírus, em São Paulo, em 12 de junho de 2021

Redfield, que anteriormente se posicionava contra Anthony Fauci (infectologista que rejeitou completamente a teoria do laboratório sob a administração de Donald Trump, mas recentemente mudou de opinião) e outros cientistas, afirmou que o que disse era sua "melhor opinião como virologista", e criticou a "falta de abertura" da comunidade científica para pontos de vista alternativos.

"Não acho plausível que este vírus tenha passado de morcego a animal, [pois] ainda não conhecemos esse animal, e, em seguido, foi para os humanos e imediatamente aprendeu a ser transmissível de humano a humano a ponto de agora causar uma das maiores pandemias que tivemos na história do mundo", insistiu o virologista.

Robert Redfield acabou por criticar a Organização Mundial da Saúde (OMS), que rejeitou categoricamente a teoria do vazamento de laboratório, sugerindo que o fiscalizador sanitário internacional foi "comprometido" pela China.

Acusações de iniciar a pandemia

Os EUA e a China têm, desde o início de 2020, se acusado mutuamente de terem liberado acidentalmente ou deliberadamente o novo coronavírus na cidade de Wuhan, com altos responsáveis do então presidente norte-americano, Donald Trump (2017-2021), alegando que ele vazou do laboratório de virologia da cidade, e oficiais em Pequim teorizando que o Exército dos EUA poderia tê-lo liberado durante os Jogos Mundiais Militares de 2019, em outubro daquele ano, em Wuhan.

Em maio, por razões ainda pouco claras, a administração Biden e a inteligência dos EUA começaram a ecoar as afirmações de Trump de que o vírus foi criado artificialmente e vazado do laboratório de Wuhan, China. O presidente norte-americano deu aos funcionários 90 dias para relatar suas descobertas, esperando que o relatório seja divulgado no final deste verão.

As autoridades e mídia chinesas responderam a essas alegações, acusando Washington de tentar usar o coronavírus como parte de uma guerra mais ampla de informação, tecnologia e comércio contra a República Popular da China e seus aliados.

Em 4 de junho, Pequim indicou que o repórter do jornal The Wall Street Journal, que defende as teorias de que os cientistas do laboratório Wuhan adoeceram com o SARS-CoV-2 meses antes do início da pandemia, foi o mesmo que propagou mentiras que ajudaram a desencadear a Guerra do Iraque em 2003.

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