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Enriquecimento de urânio do Irã 'no nível de países que estão fabricando bombas', diz chefe da AIEA

© AP Photo / Mohammad BernoNesta foto de arquivo de 13 de janeiro de 2015 divulgada pelo Gabinete do Presidente iraniano, o presidente Hassan Rouhani visita a usina nuclear de Bushehr nos arredores de Bushehr, no Irã.
Nesta foto de arquivo de 13 de janeiro de 2015 divulgada pelo Gabinete do Presidente iraniano, o presidente Hassan Rouhani visita a usina nuclear de Bushehr nos arredores de Bushehr, no Irã. - Sputnik Brasil, 1920, 27.05.2021
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Ao falhar em dar explicações satisfatórias sobre vestígios de urânio encontrados em dois locais não declarados, o Irã arrisca sua frágil credibilidade ante inspetoria nuclear da ONU.

Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), comentou que não fornecer explicações credíveis relativas aos vestígios de urânio encontrados em lugares onde não deveriam estar seria um "grande problema" para a credibilidade – e confiança – em Teerã, segundo o The Guardian.

"Isto afetará a credibilidade do seu país em geral, bem como as chances de um acordo maior e mais amplo que vocês queiram firmar com seus parceiros no Plano de Ação Conjunto Global [JCPOA]", explicou Grossi a oficiais iranianos, citado pela mídia.

De igual modo, o diretor-geral da AIEA acrescentou que o Irã e os EUA não podem simplesmente voltar ao antigo acordo nuclear de 2015 nos mesmos termos, uma vez que seria necessária uma nova compreensão em como lidar com a República Islâmica que, agora, possui um maior conhecimento nuclear bem como centrífugas mais avançadas, reporta o jornal britânico.

"Um país com enriquecimento [de urânio] de 60% é algo muito sério – apenas países que estão fabricando bombas estão atingindo esse nível [...]. Esses 60% são níveis quase que para [desenvolver] uma arma, o enriquecimento para fins comerciais é [apenas] 2,3%", declarou Grossi, em conversa com o The Financial Times.

Ao contrário de vários Estados análogos a Teerã, Grossi entende que a nação persa também tem o "direito soberano" de desenvolver seu programa nuclear, mas adverte que "esse é um aspecto que requer um olhar vigilante". O diretor-geral da AIEA explica que com a sofisticação atingida pelo Irã, é necessário "um sistema de verificação muito forte e robusto", de acordo com a mídia.

"Você não pode voltar a conter o gênio dentro da lâmpada – uma vez que você sabe como fazer algo, o único jeito de examinar isso é através de verificação", explicou Grossi, citado pelo Financial Times.

Contudo, é importante sublinhar que o enriquecimento e purificação de urânio, bem como todo o desenvolvimento das capacidades nucleares da nação persa, podem ser considerados resultado direto da saída unilateral dos EUA do acordo nuclear, em maio de 2018, sob presidência de Donald Trump, e posterior imposição de sanções a Teerã.

As sanções lançadas por Washington prejudicaram a economia iraniana, porém, o governo da República Islâmica retaliou, quebrando de forma lenta e contínua as restrições às suas atividades nucleares estabelecidas no JCPOA.

Com a chegada do democrata Joe Biden à Casa Branca, os parceiros europeus enxergaram uma nova oportunidade para os dois Estados em conflito voltarem a negociações.

Até agora, os diálogos para o regresso dos EUA e do Irã ao JCPOA, decorridos em Viena, têm se apresentado como passos positivos até que um acordo final possa ser oficializado.

Apesar dos receios vindos do Ocidente ante a possível criação de uma arma nuclear, o Irã vem assegurando que não pretende fazê-lo, afirmando que seu programa nuclear apenas serve para objetivos civis.

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