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'Sequestro patrocinado pelo Estado', diz Ryanair sobre desvio de avião a Minsk; Belarus desmente

© REUTERS / Jason CairnduffAviões da companhia aérea Ryanair no Aeroporto de Dublin, em meio à pandemia da COVID-19, em Dublin, República da Irlanda, 1º de maio de 2020
Aviões da companhia aérea Ryanair no Aeroporto de Dublin, em meio à pandemia da COVID-19, em Dublin, República da Irlanda, 1º de maio de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 24.05.2021
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O presidente-executivo da companhia aérea criticou o desvio de avião de seu destino a Vilnius, Lituânia. No entanto, autoridades bielorrussas negaram que tivessem ameaçado o avião, dizendo que apenas ofereceram recomendações.

Michael O'Leary, presidente-executivo da companhia aérea Ryanair, se referiu na segunda-feira (24) ao desvio de um avião de sua rota em direção a Minsk, Belarus, como "sequestro patrocinado pelo Estado".

"Este foi um caso de sequestro patrocinado pelo Estado, pirataria patrocinada pelo Estado. Não posso dizer muito sobre isso porque as autoridades da UE e da OTAN estão lidando com isso no momento", afirmou em declarações ao jornal Newstalk Breakfast.

O'Leary teorizou que na aeronave estavam agentes dos serviços secretos bielorrussos. "Acreditamos que alguns agentes da KGB [bielorrussa] também surgiram no aeroporto [de Minsk]."

Por sua vez, Oleg Kaziuchits, vice-diretor-geral da Belaeronavigatsia, empresa estatal de serviços de navegação aérea de Belarus, comentou que os controladores de tráfego aéreo bielorrussos não podiam forçar a aterrissagem do avião em Minsk com ameaças.

"Os controladores de tráfego aéreo só podem dar recomendações, pois a aeronave está em nossa área de responsabilidade [de Belarus], mas não [podem] forçar, ainda mais com ameaças e alguns métodos bandidos", disse.

Anatoly Glaz, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Belarus, também crê que as ações das autoridades bielorrussas corresponderam às normas internacionais.

"Isso é também reconhecido pelos reguladores relevantes no campo da aviação. Além disso, estou certo de que neste assunto podemos garantir total transparência e, se necessário, receber especialistas e mostrar todo o material para evitar insinuações", sublinhou.

Voo da Ryanair

O avião da Ryanair estava realizando um voo de Atenas, Grécia, a Vilnius, Lituânia. Quando se encontrava no espaço aéreo bielorrusso, a Força Aérea de Belarus obrigou o avião a fazer um pouso de emergência em Minsk, alegando a presença de uma bomba a bordo, que não foi encontrada.

A bordo estava Roman Protasevich, fundador do Nexta, canal do aplicativo de mensagens Telegram, considerado extremista em Belarus. Ele foi detido após ter seus documentos verificados na capital bielorrussa e receber acusações de organização de motins maciços, podendo enfrentar até 15 anos de prisão.

Entretanto, não é a primeira vez que algo assim acontece. Em 2013, o avião com o então presidente da Bolívia Evo Morales foi obrigado a aterrissar no aeroporto de Viena, por suspeita de presença do ex-agente da CIA Edward Snowden a bordo. O avião seguia de Moscou rumo à Bolívia, quando França, Portugal, Itália e Espanha fecharam seu espaço aéreo para avião. Depois de todos os passageiros terem passado pelo controle de passaporte no aeroporto de Viena, revelou-se que Snowden não estava a bordo.

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