Reino Unido fecha seu espaço aéreo para Belavia e proíbe passagem de seus aviões pelo de Belarus

© REUTERS / Stefan WermuthCasas do Parlamento no centro de Londres, Reino Unido, 26 de outubro de 2015
Casas do Parlamento no centro de Londres, Reino Unido, 26 de outubro de 2015 - Sputnik Brasil, 1920, 24.05.2021
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Londres impôs uma proibição para suas aeronaves voarem através do espaço aéreo de Belarus e baniu o uso da Belavia, a companhia aérea de bandeira de Belarus.

Londres disse na segunda-feira (24) que emitiu instruções para que as aeronaves do Reino Unido evitassem o espaço aéreo de Belarus, decretando a proibição da transportadora aérea de bandeira de Belarus, a Belavia.

Grant Shapps, secretário de Transportes do Reino Unido, disse que havia incumbido a Autoridade de Aviação Civil britânica para emitir instruções "a fim de manter os passageiros seguros" e suspendeu a licença de operação da Belavia, que voa diariamente do Aeroporto de Gatwick de Londres, Reino Unido, para Minsk, Belarus, via Paris, França, em colaboração com a companhia aérea Air France.

Além disso, a União Europeia considerará a imposição de restrições aéreas devido ao incidente de domingo (23), tanto em nível pan-europeu quanto nacional dos Estados-membros, disse na segunda-feira (24) Didier Reynders, comissário europeu para Assuntos Jurídicos.

"Mas é completamente evidente que é necessária uma resposta, porque isso é uma violação de todas as regras internacionais", afirmou.

No domingo (23), um voo da Ryanair de Atenas, capital da Grécia, para Vilnius, capital da Lituânia, fez um pouso de emergência devido a uma ameaça de bomba, que não foi encontrada. O Ministério do Interior de Belarus confirmou que a bordo estava Roman Protasevich, que fundou um canal no Telegram designado como extremista por Minsk.

Na segunda-feira (24), a União Europeia (UE) convocou o enviado de Belarus para protestar contra a aterrissagem de emergência do avião da Ryanair. Além disso, Josep Borrell, alto representante da UE para as Relações Exteriores e Política de Segurança, solicitou uma investigação internacional sobre o pouso forçado do voo.

Em 2013, o avião com o então presidente da Bolívia Evo Morales foi obrigado a aterrissar no aeroporto de Viena, por suspeita de presença do ex-agente da CIA Edward Snowden a bordo. O avião seguia de Moscou rumo à Bolívia, quando França, Portugal, Itália e Espanha fecharam seu espaço aéreo para o avião. Depois de todos os passageiros terem passado pelo controle de passaportes no aeroporto de Viena, revelou-se que Snowden não estava a bordo.

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