General norte-americano: enquanto EUA saem do Oriente Médio, China e Rússia podem vir

CC BY 2.0 / David Quillen / A 438ª Asa Expedicionária Aérea da Força Aérea e a 438ª Asa Consultiva Expedicionária Aérea prepararam e entregaram ajuda humanitária no Afeganistão, em 9 de agosto de 2010.
A 438ª Asa Expedicionária Aérea da Força Aérea e a 438ª Asa Consultiva Expedicionária Aérea prepararam e entregaram ajuda humanitária no Afeganistão, em 9 de agosto de 2010. - Sputnik Brasil, 1920, 24.05.2021
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Enquanto os Estados Unidos diminuem sua presença militar no Oriente Médio para se focarem na competição com a China e a Rússia, há risco de aumento de influência destes países na região, afirmou em entrevista à AP o general da Marinha dos EUA.

Na semana passada, o general Frank McKenzie, chefe do Comando Central dos EUA (USCENTCOM, na sigla em inglês), respondeu às perguntas de líderes militares e políticos do Oriente Médio que queriam saber se os EUA ainda estão empenhados na região e que apoio poderiam fornecer aos países.

A volta dos EUA para a Ásia significa que os povos da região podem ser deixados sem tropas e equipamento bélico quando lutarem contra grupos militantes apoiados pelo Irã, e sendo assim, esses países podem procurar ajuda de outros.

"O Oriente Médio em geral é uma aérea de intensa competição entre as grandes potências. E eu acredito que à medida que ajustamos nossa posição na região, a Rússia e a China examinarão muito de perto para ver se abre um vácuo que eles possam explorar", disse o general norte-americano.

"Acho que veem os Estados Unidos mudando de posição para examinar outras partes do mundo e sentem que pode haver uma oportunidade lá", declarou o general dos EUA.

McKenzie disse que a venda de armas seria uma possibilidade que Moscou e Pequim poderiam explorar. A Rússia tenta vender os sistemas de defesa aérea e outros armamentos para quem puder. O objetivo de longo prazo da China é expandir seu poder econômico e estabelecer bases militares na região, segundo o general.

Nas reuniões de domingo (23), os líderes sauditas estavam "muito preocupados" com a postura militar dos EUA em curso, afirmou McKenzie. A mensagem do general para eles era que o número de tropas e armas não é tão importante como a capacidade de sistemas integrados de defesa aérea e de mísseis dos EUA e Arábia Saudita distribuídos por todo o país.

Esta estratégia de fazer mais na região com menor presença militar pode impedir a China e Rússia de tomarem o lugar dos EUA, explicou o general. O número de tropas não será o mesmo como há cinco ou sete anos, quando centenas de milhares estiveram no Oriente Médio, mas os Estados Unidos terão presença na região.

"Acho que jogaremos um jogo muito inteligente […] para aproveitar o que temos. Os Estados Unidos são o parceiro de escolha. Apenas quando essa opção não estiver aberta, os países vão procurar outra proteção e outras oportunidades", disse McKenzie.

Em meados de abril, a administração do presidente Joe Biden anunciou que em 1º de maio começaria a retirada de suas tropas do Afeganistão, que terminará até 11 de setembro.

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