Zakharova responde à declaração do MRE austríaco sobre alegada relutância russa em dialogar com UE

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A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, participa de seu briefing semanal em Moscou, Rússia - Sputnik Brasil, 1920, 22.05.2021
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A representante oficial do MRE russo, Maria Zakharova, desmentiu as palavras do chanceler da Áustria, Alexander Schallenberg, de que a Rússia alegadamente não quer dialogar com a União Europeia.

Anteriormente, o ministro austríaco disse, em entrevista à rádio O1, que as autoridades europeias desejam o diálogo, enquanto Moscou não o deseja. De acordo com suas palavras, as relações entre a Rússia e a União Europeia estão "tensas e agravadas".

Ao mesmo tempo, o alto diplomata adicionou que há âmbitos onde as duas partes querem e "devem cooperar", em particular, nos assuntos do clima e na área energética.

A representante oficial da chancelaria russa respondeu às declarações do político em sua página oficial no Facebook.

"Não é verdade. Houve muitos projetos políticos, humanitários e econômicos dos quais a Rússia e a UE participaram [juntas]. Mas eles foram bloqueados após a imposição de sanções contra a Rússia por Bruxelas e quando o diálogo foi substituído por uma retórica agressiva, acusações infundadas e uma campanha de desinformação", disse ela na publicação.

Na próxima semana, será realizada a Cúpula da União Europeia em Bruxelas. A interação com Moscou será um dos principais temas, mesmo que o alto representante da União para as Relações Exteriores e Política de Segurança, Josep Borrell, tenha declarado que não espera quaisquer mudanças drásticas na abordagem das relações com a Rússia.

Ultimamente, tem havido um novo motivo de tensão. Em março, a UE impôs sanções no âmbito do novo regime global por violação de direitos humanos – como reação à detenção de Aleksei Navalny.

Em resposta, a Rússia proibiu a entrada no país de oito altos funcionários europeus. As restrições contra Moscou foram introduzidas também por causa de situação na Ucrânia, apesar de o Kremlin repetidamente ter ressaltado que Kiev está enfrentando uma crise política interna, com a qual as autoridades russas nada têm a ver.

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