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Nord Stream 2: Berlim defendeu seus interesses ante EUA pela 1ª vez em 70 anos, diz deputado alemão

© REUTERS / Hannibal HanschkeSinal de trânsito direciona o tráfego para a entrada da instalação de aterramento da linha de gás do Nord Stream 2 em Lubmin, Alemanha. Foto de arquivo
Sinal de trânsito direciona o tráfego para a entrada da instalação de aterramento da linha de gás do Nord Stream 2 em Lubmin, Alemanha. Foto de arquivo - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2021
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Segundo o parlamentar alemão, "felizmente, existem, nos EUA de hoje, mentes sóbrias" que começaram a pensar de forma mais pragmática sobre o futuro da ordem mundial.

Membro da Comissão de Assuntos Internacionais da Bundestag, o parlamento alemão, Waldemar Herdt afirma à Sputnik que pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha conseguiu defender seus interesses perante um de seus parceiros transatlânticos e rejeitar com as ações tomadas pelos EUA contra o gasoduto Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2).

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse na quarta-feira (19) que é do interesse nacional de seu país renunciar às sanções contra o consórcio Nord Stream 2 AG, o diretor-executivo e os altos funcionários responsáveis da empresa, que é responsável ​​pela construção do gasoduto com o mesmo nome. A declaração foi dada por Blinken durante reunião com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em Reykjavik, na Islândia.

© REUTERS / Saul LoebMinistro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, (à direita), e o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, iniciam encontro na capital da Islândia, Reykjavik, 18 de maio de 2021
Nord Stream 2: Berlim defendeu seus interesses ante EUA pela 1ª vez em 70 anos, diz deputado alemão - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2021
Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, (à direita), e o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, iniciam encontro na capital da Islândia, Reykjavik, 18 de maio de 2021
"Esta é uma negociação política, e hoje [19 de maio] finalmente ouvimos que nossa narrativa alemã foi aceita em Washington […]. A pressão sobre a Alemanha não faz sentido: o Nord Stream 2 será concluído, não temos alternativa, os alemães trabalharão com os russos", comenta Herdt.

O deputado, membro do partido Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão), acrescenta: "A Alemanha foi capaz de defender seus interesses nacionais; esta é, na minha opinião, a primeira vez no período do pós-guerra que Berlim foi capaz, embora não completamente, de se defender e defender com sucesso os interesses de seu próprio povo, mostrando que é um estado soberano".

Na opinião do parlamentar, "uma maior pressão sobre a Rússia" vai aproximar Moscou de Pequim, "e isso pode ser um grande problema para os EUA".

Nord Stream 2 'não é um capricho'

Segundo Herdt, "felizmente, existem, nos EUA de hoje, mentes sóbrias que começaram a pensar de forma mais pragmática sobre o futuro da ordem mundial. "Estamos falando da segurança energética da Alemanha e da EU [União Europeia], que nos EUA anteriormente não era levada em consideração", acrescentou o parlamentar.

© AFP 2021 / Adam BerryParlamento alemão Bundestag em Berlin, Alemanha (foto de arquivo)
Nord Stream 2: Berlim defendeu seus interesses ante EUA pela 1ª vez em 70 anos, diz deputado alemão - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2021
Parlamento alemão Bundestag em Berlin, Alemanha (foto de arquivo)
"Agora estamos vendo a primeira eclosão da nova soberania alemã. Isso aconteceu, entre outras coisas, porque a nova administração dos EUA percebeu que havia enchido a taça. O Nord Stream 2 não é um capricho, é necessário para a economia alemã. É mais barato, mais ecologicamente correto, mais prático do que todas as outras opções de fornecimento de energia", frisou Herdt.

Para o deputado, não há argumentos contra o projeto e considera que, se essa pressão dos EUA continuar, "é possível que o curso político de Berlim mude para um mais favorável à Rússia".

O projeto Nord Stream 2 prevê a construção de duas linhas de um gasoduto com uma capacidade de transporte de até 55 bilhões de metros cúbicos de gás por ano da costa russa até a Alemanha, através do mar Báltico.

Opostos ao novo gasoduto, cuja construção se encontra em fase de conclusão, estão os EUA, que procuram vender gás natural liquefeito dos seus campos de xisto para a Europa, bem como a Ucrânia e outros países europeus como Polônia, Letônia e Lituânia.

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