'Influência dos EUA' evita invasão terrestre israelense a Gaza, segundo relatos

© AFP 2022 / JACK GUEZTanque israelense próximo à fronteira entre Israel e Faixa de Gaza, Israel (imagem referencial)
Tanque israelense próximo à fronteira entre Israel e Faixa de Gaza, Israel (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 19.05.2021
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Recentemente, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), Jonathan Conricus, afirmou que os militares israelenses não invadiram a Faixa de Gaza no dia 13 de maio, observando que as FDI lançaram um ataque contra diversos alvos no enclave.

O governo Biden acredita que sua "intervenção nos bastidores" contribuiu para evitar uma invasão terrestre à Faixa de Gaza pelos militares israelenses, afirmou Politico, citando fontes desconhecidas.

De acordo com as fontes, as autoridades norte-americanas pediram ao premiê israelense, Benjamin Netanyahu, e a seus assessores para "reduzir" os ataques aéreos contra os alvos do Hamas no enclave palestino.

Além disso, informaram que "Israel estava prestes a avançar com uma invasão terrestre [a Gaza], e a influência norte-americana foi importante para evitar esta operação".

As fontes também acrescentaram que Washington estaria tentando evitar uma repetição das hostilidades entre o Hamas e Israel de 2014, quando mais de dois mil palestinos e 70 israelenses morreram.

Jonathan Conricus, porta-voz das FDI, ressaltou que as tropas israelenses não invadiram Gaza, mas realizaram um ataque contra diversos alvos do Hamas na região.

Ao todo, 1.800 foguetes foram lançados contra Israel a partir de Gaza, adicionou Conricus, ressaltando que aproximadamente 430 deles caíram no enclave.

Ao ser questionado sobre a possível invasão israelense, o porta-voz afirmou que as FDI estavam prontas, mas observou que não havia unidades militares em Gaza naquele momento.

Os confrontos armados na fronteira entre Israel e o território palestino se agravaram na noite de 11 de maio, quando expirou o ultimato do Hamas, que exigia a retirada de policiais e militares israelenses da Esplanada das Mesquitas em Jerusalém, e do bairro de Sheikh Jarrah, na parte oriental da cidade sagrada.

A nova onda de violência começou depois que as autoridades israelenses decidiram despejar várias famílias palestinas de Sheikh Jarrah, para entregar suas residências a colonos judeus.

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