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Turquia critica EUA por qualificar ataques israelenses como autodefesa

© Sputnik / Yevgeny BiyatovBandeiras dos EUA e da Turquia
Bandeiras dos EUA e da Turquia - Sputnik Brasil, 1920, 12.05.2021
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O diretor de Comunicações da Turquia, Fahrettin Altun, criticou os Estados Unidos que qualificaram os ataques de Israel contra os palestinos como um ato de autodefesa.

Anteriormente, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, declarou, citado pelo jornal The Times of Israel, que os israelenses têm o direito de se proteger e responder aos ataques de foguete, enquanto os palestinos possuem o direito à segurança, assim como os israelenses.

Em resposta, o diretor de Comunicações turco escreveu no Twitter:

Massacrando civis

Forçando os palestinos a deixar suas casas e ocupando as terras deles

Atacando mesquitas

Assassinando crianças inocentes. Desde quando todas essas atrocidades são consideradas autodefesa?

Os EUA não têm qualquer reação a esses massacres e atos terroristas?

As tensões se agravaram no bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, desde a semana passada, quando tribunal israelense autorizou o despejo de 28 famílias palestinas, a favor dos colonos judeus que reivindicam terras no bairro em questão.

Após a decisão judicial, conflitos entre a polícia israelense e palestinos estouraram perto de Al-Aqsa na noite da sexta-feira (7). Policiais israelenses dispararam balas de borracha nos manifestantes palestinos.

Na noite de segunda-feira (10), a situação se agravou na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, território palestino. Grupos palestinos lançaram mais de 600 foguetes contra Israel.

Em resposta, Israel atacou a Faixa de Gaza, deixando, segundo os últimos dados, mais de 30 palestinos mortos, inclusive 10 crianças, e 203 feridos. Cinco israelenses morreram durante os ataques palestinos, mais de 200 ficaram feridos.

Jerusalém Oriental foi ocupada por Israel em 1967, durante a Guerra de Seis Dias, e é reivindicada pela Palestina. Até agora, esta zona é objeto de controvérsia internacional, sendo obstáculo ao processo de paz na região.

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