Cientistas descobrem condição cardíaca que aumenta risco de morte pela COVID-19

© REUTERS / Benoit TessierA healthcare worker adjusts medical equipment in the Intensive Care Unit (ICU) at the Centre Cardiologique du Nord private hospital in Saint-Denis, near Paris, amid the coronavirus disease (COVID-19) pandemic in France, May 4, 2021.
A healthcare worker adjusts medical equipment in the Intensive Care Unit (ICU) at the Centre Cardiologique du Nord private hospital in Saint-Denis, near Paris, amid the coronavirus disease (COVID-19) pandemic in France, May 4, 2021. - Sputnik Brasil, 1920, 10.05.2021
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Uma pesquisa publicada na revista Hypertension aponta o papel de uma função debilitada no coração de pacientes da COVID-19, mas não só, que aumentaria a possibilidade de óbito.

Pacientes hospitalizados com COVID-19 sofrendo de fração de ejeção da primeira fase no coração debilitada tinham quase cinco vezes mais probabilidade de morrer do que os que foram internados com melhores indicadores neste sinal precoce, escreve na segunda-feira (10) o portal EurekAlert.

"Tradicionalmente, a função cardíaca é medida pela fração de ejeção, ou quanto sangue o ventrículo esquerdo bombeia a cada contração do coração", explicou Phil Chowienczyk, professor de Farmacologia Clínica Cardiovascular do Hospital São Tomás, em Londres, Reino Unido, e autor do estudo publicado na revista Hypertension.

"A fração de ejeção da primeira fase é uma nova medida da função do coração, que parece ser muito mais sensível a danos precoces e não detectados ao coração do que as medidas tradicionais de fração de ejeção."

A pesquisa estudou as taxas de mortalidade de 129 pacientes com a doença do novo coronavírus hospitalizados em Wuhan, China, e 251 outros pacientes no sul de Londres, tratados entre fevereiro e maio de 2020, com os pesquisadores alertando que se trata de uma amostra pequena. Todos os pacientes fizeram ecocardiograma durante a admissão hospitalar, e a idade média dos doentes correspondia a 58 anos.

A equipe de cientistas calculou, usando também pesquisas anteriores, que 25% ou mais da fração de ejeção da primeira fase limiar era o valor "normal". Por causa disso, pacientes com taxas inferiores a esse número tinham um risco cinco vezes maior de morrer.

Além disso, foram encontradas pessoas em risco alto e valores baixos que não sofreram da COVID-19, sugerindo que o dano ao coração pode originar em condições crônicas pré-existentes, e não devido à doença.

"Os pacientes com fração de ejeção da primeira fase debilitada poderiam ser priorizados para vacinas e, se eles ficarem com COVID-19, monitorados de perto nos estágios iniciais de sua doença para evitar deterioração", sugeriu Chowienczyk.

"As descobertas sugerem que se pudermos evitar os danos crônicos muito precoces ao coração detectados usando imagens da fração de ejeção da primeira fase, então as pessoas terão muito maior probabilidade de sobreviver a infecções respiratórias como a COVID-19. Escolhas de estilo de vida saudável, melhores tratamentos e aderência a tratamentos para pressão alta e colesterol alto também são importantes", apontou.

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