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Blinken admite que algumas ações dos EUA têm minado a atual ordem mundial

© AP Photo / Frederic J. BrownSecretário de Estado dos EUA, Antony Blinken
Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken - Sputnik Brasil, 1920, 08.05.2021
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Nesta sexta-feira (7), o secretário de Estado dos EUA afirmou no Conselho de Segurança da ONU que Washington está pronto para "se opor vigorosamente" aos países que minem a atual ordem internacional.

Mesmo reconhecendo as violações de seu próprio país sob a administração Trump, Antony Blinken afirmou defender a "ordem internacional baseada em regras" e prometeu que a atual administração tomará um rumo diferente.

"Nos oporemos vigorosamente quando virmos países minando a ordem internacional, fingindo que as regras que todos concordamos não existem, ou simplesmente violando-as à vontade. Porque, para que o sistema funcione, todos os países devem cumpri-las e trabalhar para o seu sucesso", afirmou.

O chefe da diplomacia dos EUA também fez uma autocrítica:

"Sei que nos últimos anos algumas das nossas ações têm prejudicado a ordem baseada em regras e levaram outros a questionar se ainda estamos comprometidos com ela. Em vez de apenas acreditarem em nossa palavra, pedimos ao mundo que julgue nosso compromisso por nossas ações", disse Blinken.

O secretário de Estado acrescentou que a administração do presidente Joe Biden tem demonstrado ao mundo a sua vontade de cooperar no âmbito das organizações multilaterais.

Como exemplo, ele citou o retorno de Washington ao Acordo de Paris e a reintegração à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Anteriormente Blinken afirmou os EUA não buscam conter a China mas defenderão a atual ordem mundial.

Por sua vez, a chanceler da China, Wang Yi, afirmou que as regras estabelecidas pelos países ocidentais não podem ser normas para todo o mundo.

"Nos Estados Unidos, alguns falam repetidamente sobre o reforço da 'ordem internacional baseada em regras'. A questão é: que regras são essas? E quem as estabeleceu?", questionou Wang Yi, o ministro chinês.

"Se isso significa as regras feitas apenas pelos países ocidentais, então elas são feitas por apenas 12% da população mundial, e não devem ser as regras comuns para todos", defendeu.

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