Da Terra para o Universo: mídia americana explica como China poderia ultrapassar NASA no futuro

© AFP 2022Lançamento de foguete Longa Marcha 2F do Centro de Lançamento de Satélite de Jiuquan, China, 15 de setembro de 2016
Lançamento de foguete Longa Marcha 2F do Centro de Lançamento de Satélite de Jiuquan, China, 15 de setembro de 2016 - Sputnik Brasil, 1920, 05.05.2021
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Existe uma boa possibilidade de a China ganhar liderança no espaço no século XXI, sem que tenha de copiar tudo da NASA, mas antes observando os avanços e inovações ocorridos nesse campo, especialmente de empresas como a SpaceX.

No terceiro trimestre de 2019, o gigante asiático lançou o foguete Longa Marcha 2C, cujo design é bastante idêntico ao do foguete Falcon 9 utilizado pela SpaceX. Um ano mais tarde, Pequim já se encontrava trabalhando em desenvolver sua capacidade de reciclar o motor de seu foguete Longa Marcha 8, cujo combustível é o querosene, idêntico ao usado pela SpaceX, informa à CNN.

Oficiais chineses informaram que, até 2025, o foguete Longa Marcha deverá ser capaz de realizar aterrissagens em plataformas marítimas, assim como os da SpaceX. Contudo, não é apenas o governo chinês que incentiva o desenvolvimento do programa espacial nacional, mas também empresas público-privadas chinesas que pretendem desenvolver foguetes reutilizáveis, assim como os da Link Space e da Galactic Energy.

© AP Photo / NASANesta foto 24 de abril de 2021 disponibilizada pela NASA, a cápsula da SpaceX Crew Dragon se aproxima da Estação Espacial Internacional para atracar
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Nesta foto 24 de abril de 2021 disponibilizada pela NASA, a cápsula da SpaceX Crew Dragon se aproxima da Estação Espacial Internacional para atracar

A fabricação de foguetes reutilizáveis é um projeto já conhecido na Europa e na Rússia, mas se há algo que distingue os esforços destas dos de Pequim, são as ambições expansionistas chinesas, por sua vez, suportadas pela vasta quantidade de recursos existentes no gigante asiático.

No início deste mês, a China e a Rússia assinaram um acordo comprometendo-se a trabalhar em conjunto na construção de uma base lunar. Adicionalmente, o gigante asiático já começou a planejar as futuras missões tripuladas a Marte, bem como a implantação de uma base comercial massiva de energia solar até 2050.

Outros feitos destacáveis da China incluem o fato de ser a terceira nação do mundo a coletar com sucesso rochas da Lua, e a segunda a pousar com sucesso um rover operacional na superfície do Planeta Vermelho.

© Foto / Administração Espacial Nacional da ChinaPolo Norte marciano registrado pela sonda chinesa Tianwen-1
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Polo Norte marciano registrado pela sonda chinesa Tianwen-1

A NASA, por um lado, investiu cerca de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 108,6 bilhões) em um grande foguete, o Sistema de Lançamento Espacial, que em breve poderia ficar obsoleto. Por outro lado, em breve a agência espacial norte-americana também poderia vir a ter de abandonar a Estação Espacial Internacional (EEI), devido a falhas técnicas cada vez mais comuns.

A única vantagem que Washington ainda detém sobre Pequim é o seu programa espacial mais robusto, bem como a sua vasta indústria comercial espacial, algo que no futuro poderia não ser mais um obstáculo para o gigante asiático. Afinal, a China sabe que está apostando em seu futuro a longo prazo, no qual pretende sair vitoriosa.
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