EUA planejam descongelar ativos do Irã no valor de US$ 7 bilhões, diz mídia

© REUTERS / Agência de notícias WANAA general view of a street in Tehran following the tightening of restrictions to curb the surge of COVID-19 cases, Iran April 10, 2021.
A general view of a street in Tehran following the tightening of restrictions to curb the surge of COVID-19 cases, Iran April 10, 2021. - Sputnik Brasil, 1920, 02.05.2021
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Washington e Teerã realizaram conversações em que o Irã conseguiu convencer os EUA a libertar ativos, além de acordar uma troca de cidadãos detidos por ambos os países, segundo mídia libanesa.

Os EUA e o Irã pretendem trocar cidadãos detidos e descongelar alguns dos ativos iranianos congelados, afirma no domingo (2) o canal Al-Mayadeen, citando fontes iranianas.

"Washington libertará quatro iranianos detidos. Em troca, o Irã libertará quatro americanos acusados de espionagem para a inteligência norte-americana", informou a mídia, citando fontes iranianas.

Segundo o canal, os iranianos detidos nos Estados Unidos "ajudaram a contornar o embargo imposto ao Irã". Além disso, os EUA pretenderiam desbloquear US$ 7 bilhões (R$ 38,07 bilhões) de ativos iranianos congelados como parte do acordo.

"A administração Biden não quis pagar nenhum dinheiro de contas congeladas durante as negociações e não ficou contente com isso, mas o lado iraniano insistiu na necessidade de descongelar alguns dos fundos", contaram as fontes do canal.

Conversações semelhantes também já foram realizadas entre as delegações iraniana e britânica, de acordo com o Al-Mayadeen.

No entanto, Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, negou imediatamente a notícia.

"Relatos de que teria sido alcançado um acordo de troca de prisioneiros não são verdadeiros. Como dissemos, sempre levantamos os casos de americanos detidos ou desaparecidos no Irã. Não vamos parar até que sejamos capazes de reuni-los com suas famílias", relatou, citado pela agência norte-americana Associated Press, sem referir a questão dos fundos congelados.

Abbas Arakchi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, disse no sábado (1º) que as partes nas negociações sobre o acordo nuclear em Viena, Áustria, concordaram em retirar muitos nomes e entidades da lista de sanções contra o Irã, mas nem todos serão excluídos, e que as discussões em torno desta questão ainda continuam.

O acordo para cancelar as sanções anti-iranianas abarca restrições contra pessoas e organizações em áreas como energia, finanças, indústria automobilística, operações portuárias e várias outras áreas, acrescentou Arakchi após a reunião da comissão de sábado (1º) em Viena.

Acordo nuclear do Irã

A terceira ronda de conversações sobre o restabelecimento total do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), ou acordo nuclear de 2015 com o Irã, começou na terça-feira (27).

A próxima reunião está agendada para sexta-feira (7), e segundo Mikhail Ulyanov, representante permanente da Rússia em Viena, é planejado que as partes cheguem a um acordo até o final de maio.

O JCPOA originalmente também integrava os EUA, além do Irã e outros países, mas a administração norte-americana de Donald Trump decidiu abandonar o acordo em 2018, e reimpor sanções à República Islâmica. Como resultado, em 2019 o país persa começou a abandonar gradualmente os termos do acordo.

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