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Flexibilização do Mercosul tornará Brasil mais competitivo internacionalmente, defende secretário

© Foto / Marcos Corrêa/Divulgação/Presidência da RepúblicaO presidente Jair Bolsonaro participa da cúpula do Mercosul ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes
O presidente Jair Bolsonaro participa da cúpula do Mercosul ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes - Sputnik Brasil, 1920, 29.04.2021
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O Brasil está entrosado com Paraguai e Uruguai para colocar em prática reformas no Mercosul que deixarão os países mais competitivos internacionalmente sem prejudicar nenhum integrante do bloco, segundo análise de secretário do Ministério da Economia à Sputnik Brasil.

Em março deste ano, completou-se 30 anos da fundação do Mercosul, bloco econômico que reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Porém, em 2021, o bloco se vê às voltas de propostas que desejam uma "flexibilização" do grupo.

O Brasil decidiu nesta segunda-feira (26) apoiar a proposta feita pelo presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, durante a cúpula de 30 anos do Mercosul no mês passado, de reduzir em 20% a Tarifa Externa Comum (TEC) do bloco.

Segundo Roberto Fendt Júnior, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, a proposta de flexibilização do bloco é bem-vinda e abrirá outros mercados para o comércio brasileiro.

"O mundo hoje convive com um grande número de acordos comerciais, bilaterais e regionais. É muito importante que a gente possa expandir a nossa rede de acordos e comércios com outros países. Estamos negociando com vários deles como a Coreia do Sul, Canadá, Líbano e Israel. Isso amplia o espaço para as nossas exportações, abre o mercado", afirmou.

​Em fevereiro, durante uma reunião bilateral, o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, e o seu homólogo paraguaio, Mario Abdo Benítez, disseram que o Mercosul deve ser "um trampolim".

"Nós temos um governo do Brasil entrosado com o governo do Paraguai e Uruguai. Em negociações iniciadas pelo ministro Paulo Guedes, o chanceler [brasileiro Carlos] França e pelos demais ministros e chanceleres do bloco nós reconhecemos amplamente que cada país tenha a sua orientação de política econômica", destacou Roberto Fendt Júnior.

Apesar do "entrosamento" entre o Paraguai, Uruguai e Brasil, o secretário disse que ainda há divergências com a Argentina sobre a proposta de negociação individual de integrantes do bloco.

"A Argentina é um país soberano, respeitamos integralmente as opções do governo argentino. Apenas queremos que nós quatro nos demos mutuamente a possibilidade de cada um negociar acordo com países de fora do bloco que sejam do seu próprio interesse. Poderá ser feito em parceria com os quatro membros, como ocorre hoje, mas também poderá ser feito com os três membros, com dois ou por um membro somente", defendeu.

Roberto Fendt Júnior garante que uma eventual mudança no Mercosul não vai prejudicar os países integrantes do bloco.

"Todos os países obedecem a uma cláusula que diz que o conteúdo nacional de 60% das suas exportações seja para dentro do bloco. De maneira que se algum país importar algo de fora bloco e depois pretender revender ou agregar valor aos demais países ele terá que ter 60% do valor da mercadoria gerada internamente", disse.

'Entrada na OCDE é uma das principais metas do governo brasileiro'

Roberto Fendt Júnior explicou também que o Brasil já cumpriu 99 requisitos dos 245 que são necessários para a entrada do país na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico ou Económico (OCDE).

"É muito importante que o Brasil faça parte da organização, não é um clube, a organização tem uma série de requisitos para que qualquer país seja membro. Esses requisitos dizem respeito a uma ampla gama de temas que vão desde o comércio, meio ambiente, passando por uma série de outros tópicos", destacou.

Desde o dia 16 de julho de 2020, o governo federal brasileiro exibe em seu site oficial uma página com as vantagens para o Brasil ante um possível ingresso na OCDE.

Entre os benefícios, a publicação cita o fortalecimento e modernização institucional do país. Além disso, espera-se uma maior atração de investimentos internacionais; o posicionamento estratégico do país na geopolítica mundial; uma troca de experiências em políticas públicas; e poder de influenciar regras e padrões internacionalmente reconhecidos.

"Com isso [a entrada na OCDE] nós teremos as relações com o restante dos países da OCDE dentro de um padrão regulatório que é compatível com aquilo que é o padrão do mundo moderno. Nos trará grandes oportunidades de abertura de mercado e de atração de investimentos. A adesão à OCDE é uma das principais metas do governo brasileiro", completou.
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