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Parlamento Europeu propõe desconectar Moscou do sistema SWIFT se Rússia 'invadir' Ucrânia

CC BY 2.0 / Parlamento Europeu / Parlamento Europeu
Parlamento Europeu - Sputnik Brasil, 1920, 28.04.2021
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Projeto de resolução Parlamento Europeu também insta a União Europeia (UE) a interromper a conclusão do gasoduto Nord Stream 2 e "reduzir a sua dependência da energia russa".

O Parlamento Europeu propôs nesta quarta-feira (28) desconectar Moscou do sistema de pagamento SWIFT e cessar as importações de petróleo e gás em caso de uma "invasão" russa na Ucrânia. A proposta consta em um projeto de resolução que deverá ser adotado na quinta-feira (29) após a sessão plenária.

"Se tal aumento militar no futuro se transformar em uma invasão da Ucrânia pela Federação da Rússia, a UE deve deixar claro que o preço por tal violação do direito e das normas internacionais seria elevado; insiste, portanto, que em tais circunstâncias as importações de petróleo e gás da Rússia para a UE sejam imediatamente interrompidas, e a Rússia deve ser excluída do sistema de pagamento SWIFT, e todos os ativos na UE de oligarcas próximos às autoridades russas e suas famílias na UE precisam ser congelados e seus vistos cancelados", lê-se no projeto de resolução.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse à Sputnik que a Rússia tem uma base para a criação de um análogo do SWIFT, sistema internacional interbancário de transmissão de informação e pagamentos ao qual são conectadas mais de 11 mil das maiores organizações de quase todos os países.

© Sputnik / Assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores da RússiaMinistro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov durante reunião em Moscou
Parlamento Europeu propõe desconectar Moscou do sistema SWIFT se Rússia 'invadir' Ucrânia - Sputnik Brasil, 1920, 28.04.2021
Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov durante reunião em Moscou

Nord Stream 2

A resolução também conclama o bloco a interromper a conclusão do gasoduto Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2), liderado pela Rússia.

"UE deve reduzir a sua dependência da energia russa e insta as instituições da UE e todos os Estados-membros, por conseguinte, a interromper a conclusão do gasoduto Nord Stream 2 e a exigir o fim da construção de polêmicas centrais nucleares construídas [pelo grupo russo] Rosatom", diz o projeto de resolução.

O projeto Nord Stream 2 prevê a construção de duas linhas de um gasoduto com uma capacidade total de 55 bilhões de metros cúbicos de gás por ano da costa russa até a Alemanha, através do mar Báltico. Empresas da Áustria, França e Países Baixos também fazem parte do projeto. Até o momento, os EUA já impuseram duas rodadas de sanções ao Nord Stream 2.

© Foto / Anton VaganovTrabalhadores em canteiro de obras do gasoduto Nord Stream 2, próximo à cidade de Kingisepp, região de Leningrado, Rússia (foto da arquivo)
Parlamento Europeu propõe desconectar Moscou do sistema SWIFT se Rússia 'invadir' Ucrânia - Sputnik Brasil, 1920, 28.04.2021
Trabalhadores em canteiro de obras do gasoduto Nord Stream 2, próximo à cidade de Kingisepp, região de Leningrado, Rússia (foto da arquivo)

Novas sanções

No projeto de resolução, os legisladores europeus também exigiram que a Rússia acabasse com a prática de "intensificações militares injustificadas destinadas a ameaçar seus vizinhos".

Além disso, o Parlamento Europeu exortou a UE a lançar um regime de sanções para crimes de corrupção e a incluir "oligarcas russos" neles.

"Exorta a UE e os seus Estados-membros a basear-se na proposta legislativa do Reino Unido para um Regime Global de Sanções Anticorrupção […] sublinha que os Estados-membros da UE não devem mais locais acolhedores para a riqueza russa e investimentos de origem obscura; exorta a Comissão e o Conselho [da UE] a intensificarem os esforços para conter os investimentos estratégicos do Kremlin na UE para fins de subversão, minando a processos e instituições democráticas e disseminação da corrupção", lê-se no projeto de resolução.

A decisão do Parlamento Europeu é uma recomendação à UE e não é vinculativa.

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