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Governo Bolsonaro ignorou 11 ofertas para compras de vacina, diz portal

© Foto / Alan Santos/PRO presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em Manaus, no dia 23 de abril de 2021
O presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em Manaus, no dia 23 de abril de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 27.04.2021
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O governo federal brasileiro deixou de aceitar 11 ofertas de fornecimento de vacinas contra a COVID-19 ao longo da pandemia. Todas foram propostas formais de compra de imunizantes.

De acordo com a informação publicada pelo Blog do Octavio Guedes, no G1, o número leva em conta apenas os episódios em que há comprovação documental da omissão do governo.

O caso, segundo a publicação, será levado por senadores à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, que foi instalada na manhã desta terça-feira (27).

Ao todo, seis são referentes à CoronaVac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan.

Segundo o blog, há três ofícios assinados pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, oferecendo o imunizante ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Os dois primeiros, de 30 de julho e de 18 de agosto do ano passado, ficaram sem resposta.

O terceiro, de 7 de outubro, foi entregue pessoalmente por Covas ao então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, mas o acordo também não avançou.

© REUTERS / Ricardo MoraesTrabalhadores da Saúde preparam doses da vacina CoronaVac durante a vacinação para pessoas de 71 anos ou mais no Rio de Janeiro, no Brasil, no dia 31 de março de 2021
Governo Bolsonaro ignorou 11 ofertas para compras de vacina, diz portal - Sputnik Brasil, 1920, 27.04.2021
Trabalhadores da Saúde preparam doses da vacina CoronaVac durante a vacinação para pessoas de 71 anos ou mais no Rio de Janeiro, no Brasil, no dia 31 de março de 2021

O Butantan chegou a realizar três videoconferências com integrantes do Ministério da Saúde para fazer a oferta. Mesmo assim, o negócio não se concretizou.

O governo deixou ainda de aceitar três ofertas formais feitas pelo laboratório Pfizer e dois convites para participar do consórcio da COVAX Facility.

No caso da Pfizer, apenas na primeira proposta, a farmacêutica havia colocado à disposição do Brasil 70 milhões de doses, que seriam entregues em dezembro de 2020.

No consórcio da COVAX Facility, a oferta era para o Brasil adquirir 212 milhões de doses, segundo o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, conforme publicado pelo blog.

O governo federal decidiu aderir somente no terceiro convite e com pedido de redução da quantidade de doses para 42,5 milhões. A maior parte tem previsão de entrega para o segundo semestre.

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