'Para se defender da Rússia': comitê do Senado dos EUA propõe projeto de lei para ajudar a Ucrânia

© AP Photo / Susan WalshPrédio do Congresso dos EUA em Washington
Prédio do Congresso dos EUA em Washington - Sputnik Brasil, 1920, 22.04.2021
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Comitê do Senado dos Estados Unidos propõe projeto de lei para apoiar a Ucrânia que inclui reformas militares de estilo ocidental e equipamento militar letal e não letal, além de pressionar empresas envolvidas na construção do gasoduto Nord Stream 2.

Na quarta-feira (22), o Comitê das Relações Exteriores do Senado norte-americano apresentou um projeto de lei para ajudar a Ucrânia e pressionar as empresas que estão envolvidas na construção do gasoduto Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2), que poderia privar Kiev de lucrativas taxas de trânsito, segundo a agência Reuters.

A Lei da Parceria de Segurança da Ucrânia, que foi aprovado por voto verbal, autoriza US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão) em financiamento militar estrangeiro, dos quais US$ 150 milhões (R$ 890 milhões) estariam sujeitos a condições. O projeto precisa ainda ser aprovado no Senado e na Câmara dos Representantes e assinado pelo presidente norte-americano, Joe Biden, para se tornar lei.

"Os ucranianos têm o direito de escolher seu próprio futuro e este projeto de lei contribui para isso, apoiando as reformas militares de estilo ocidental, equipamentos militares letais e não letais para se defenderem da Rússia e apoio diplomático dos EUA em negociações de paz", afirmou o senador Jim Risch, o principal republicano do comitê, em comunicado citado pela Reuters.

O projeto de lei contém uma emenda do senador republicano, Ted Cruz, que exige que o Departamento de Estado determine se 20 navios, incluindo as embarcações Akademik Chersky, Umka e Errieit, estão sujeitos às sanções dos EUA por ajudarem a construir o gasoduto Nord Stream 2. A determinação deve ser realizada dentro de 15 dias após a passagem.

O projeto Nord Stream 2 prevê a construção de duas linhas de um gasoduto com capacidade total para transportar 55 bilhões de metros cúbicos de gás por ano da costa russa até a Alemanha, através do mar Báltico. Empresas da Áustria, França e Países Baixos também estão envolvidas no projeto. O presidente Joe Biden disse que o gasoduto é um péssimo negócio para a Europa, mas o projeto está cerca de 95% concluído.

Nesta terça-feira (20), discursando on-line na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE), a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse que o país continuará apoiando a Ucrânia como um país por onde o gás russo será transportado para a Europa.

A Ucrânia procura o apoio internacional em seu impasse com Moscou pelo suposto aumento de tropas russas em sua fronteira oriental e na Crimeia.

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