Moscou: UE deve cuidar de seus problemas e não de alegadas ações da inteligência russa

© Sputnik / Ministério das Relações Exteriores da Rússia / Abrir o banco de imagensRepresentante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, durante briefing em Moscou
Representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, durante briefing em Moscou - Sputnik Brasil, 1920, 22.04.2021
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Os comentários do chefe da diplomacia da União Europeia ocorreram após o Ministério das Relações Exteriores da República Tcheca comunicar a expulsão de 18 diplomatas russos do Estado-membro da União Europeia.

Comentando sobre as observações do chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, sobre as "ações perturbadoras" dos serviços de inteligência russos, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, aconselhou a UE a lidar com seus próprios problemas e pediu ao bloco que publicasse um relatório sobre as atividades dos serviços de inteligência da UE.

"Temos constantemente comentado casos individuais e declarações globais semelhantes, chamando-os de absurdos e sem fundamento, mas eu realmente quero fazer uma pergunta [e], finalmente, é a hora e já é possível: quando ouviremos de Bruxelas, do chefe da diplomacia europeia, uma análise detalhada e ver um relatório sobre as atividades dos serviços especiais dos Estados-membros da UE? Eles os têm e têm bilhões de dólares em orçamentos, o que estão fazendo? Onde? Como? Quanto? Na direção de quem? A quem eles obedecem? Com ​​quem eles interagem?", questionou Zakharova durante entrevista à rádio russa Vesti FM.

Os comentários de Borrell ocorreram após o Ministério das Relações Exteriores da República Tcheca comunicar a expulsão de 18 diplomatas russos. Na quarta-feira (21), Borrell pediu a Moscou que se abstenha de atividades que "ameacem a segurança e a estabilidade na Europa", observando que o bloco também responderá decisivamente às "ações perturbadoras" dos serviços de inteligência russos.

© Sputnik / Anton Denisov / Abrir o banco de imagensEm Moscou, capital da Rússia, carros passam em frente à sede do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, em 15 de abril de 2021
Moscou: UE deve cuidar de seus problemas e não de alegadas ações da inteligência russa - Sputnik Brasil, 1920, 22.04.2021
Em Moscou, capital da Rússia, carros passam em frente à sede do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, em 15 de abril de 2021

Alegações tchecas e equipes diplomáticas

Praga alega que a inteligência russa estaria envolvida nas explosões em um depósito de munição na República Tcheca em 2014. Na ocasião, duas pessoas morreram no incidente.

A República Tcheca exigiu na quarta-feira (21) que a Rússia permita o retorno de 20 funcionários expulsos da embaixada tcheca a Moscou ou enfrentará novos despejos de seus diplomatas de Praga. Além disso, o chanceler tcheco, Jakub Kulhanek, disse que cerca 60 russos deveriam deixar Praga para alcançar a paridade no número de funcionários da embaixada russa em Praga e da embaixada tcheca em Moscou.

O MRE russo afirmou nesta quinta-feira (22) que retaliaria qualquer nova medida tomada por Praga contra a equipe diplomática russa. E Zakharova explicou que a Rússia e a República Tcheca têm abordagens diferentes para a paridade no número de funcionários de missões diplomáticas, já que Moscou não contrata cidadãos locais.

"Quanto à paridade, temos diferentes sistemas de pessoal para nossas missões estrangeiras. Não estamos falando exclusivamente da República Tcheca. Muitos países, não apenas os ocidentais, contratam pessoas entre a população local e, portanto, atendem às embaixadas. Não temos tal prática. Apenas diplomatas são nomeados como funcionários diplomáticos, e o pessoal administrativo e técnico também são do nosso país", disse Zakharova.

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