Comando Espacial dos EUA: 'China quer usar espaço para nos suplantar militar e economicamente'

© REUTERS / Andrew BurtonUm soldado do Exército dos EUA com a Charlie Company, 36º Regimento de Infantaria, 1ª Divisão Blindada no distrito de Maiwand, em serviço na província de Kandahar, no Afeganistão
Um soldado do Exército dos EUA com a Charlie Company, 36º Regimento de Infantaria, 1ª Divisão Blindada no distrito de Maiwand, em serviço na província de Kandahar, no Afeganistão - Sputnik Brasil, 1920, 20.04.2021
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Os EUA veem a China como uma de suas principais ameaças no domínio espacial, onde este país busca deslocar Washington como líder global, disse o chefe do Comando Espacial do país, James Dickinson.
"A China deseja usar o espaço para suplantar os EUA como líder econômico e militar global", declarou Dickinson durante uma audiência no Comitê de Serviços Armados do Senado norte-americano nesta terça-feira (20).

Nos últimos 20 anos, Pequim tem desenvolvido tecnologias avançadas para minar as principais vantagens militares dos Estados Unidos, incluindo projeção de poder e disparos de precisão rápidos, globais e com capacidade espacial, acrescentou o militar.

​Já o almirante Charles Richard, chefe do Comando Estratégico (STRATCOM, na sigla em inglês), disse para o mesmo comitê do Senado que os EUA só souberam na semana passada que a China desenvolveu uma capacidade de reprodução rápida, permitindo-lhe fazer muito mais ogivas nucleares de plutônio do que as avaliações pensavam ser possíveis.

"Foi apenas na semana passada que tomamos conhecimento de que essa limitação [na produção de ogivas nucleares] mudou em uma direção ascendente", declarou Richard.
© AFP 2022 / Tauseef Mustafa Soldados indianos patrulham região de fronteira com a China no Himalaia, 28 de fevereiro de 2021
Comando Espacial dos EUA: 'China quer usar espaço para nos suplantar militar e economicamente' - Sputnik Brasil, 1920, 20.04.2021
Soldados indianos patrulham região de fronteira com a China no Himalaia, 28 de fevereiro de 2021

O militar explicou que o desenvolvimento de Pequim e a ativação bem-sucedida de um reator reprodutor rápido aumentaram muito sua capacidade, e seu estoque nuclear estava passando por uma expansão sem precedentes. No ritmo atual, a China está bem à frente do necessário para dobrar seu estoque nuclear até o final da década.

"A China também está no caminho certo para atingir sua meta de estabelecer um tripé com armas nucleares separadas por solo, ar e mar até meados da década atual", finalizou o almirante.
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