'Diálogo aberto e franco com a Rússia' é necessário para resolver crises mundiais, diz Macron

© REUTERS / Christian HartmannO presidente francês, Emmanuel Macron, durante reunião com membros de uma equipe médica em hospital de Reims, onde discutiu o impacto psicológico da crise da COVID-19 em crianças e adolescentes, em 14 de abril de 2021
O presidente francês, Emmanuel Macron, durante reunião com membros de uma equipe médica em hospital de Reims, onde discutiu o impacto psicológico da crise da COVID-19 em crianças e adolescentes, em 14 de abril de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 17.04.2021
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O presidente francês, Emmanuel Macron, considera que sanções contra a Rússia não são suficientes e que as relações entre os dois países precisam também de diálogo.

A declaração foi feita neste sábado (17) durante entrevista para a emissora CBS.

"Eu acho que as sanções não são suficientes por si mesmas, mas as sanções são parte do pacote. Eu prefiro um diálogo construtivo, mas para ter um diálogo construtivo e eficiente, você precisa de credibilidade", disse Macron.

O presidente francês disse que embora compartilhe "totalmente" do desejo do presidente dos EUA, Joe Biden, de um diálogo aberto com a Rússia, acredita que é preciso "definir limites com a Rússia" para que se tenha credibilidade. Macron disse que "uma abordagem baseada em dois pilares" é necessária nas relações com Moscou.

"Se queremos estabilizar muitas das crises existentes no mundo, hoje, precisamos de um diálogo aberto e franco com a Rússia", afirmou Macron.

O presidente francês disse ainda que sanções são, no entanto, necessárias "após um comportamento inaceitável" e quando não há alinhamento.

© Sputnik / Sergei Guneev / Abrir o banco de imagensPresidente russo, Vladimir Putin, se reúne com o presidente francês, Emmanuel Macron
'Diálogo aberto e franco com a Rússia' é necessário para resolver crises mundiais, diz Macron - Sputnik Brasil, 1920, 17.04.2021
Presidente russo, Vladimir Putin, se reúne com o presidente francês, Emmanuel Macron

Nesta quinta-feira (15), os EUA impuseram novas sanções a 32 entidades e indivíduos russos por uma suposta interferência nas eleições presidenciais norte-americanas de 2020 e por supostos ataques hackers contra redes de suprimentos de software dos EUA. Além disso, Washington expulsou dez diplomatas russos do país.

No dia seguinte (16), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou as novas sanções dos EUA como contrárias aos interesses das duas nações. O chanceler russo, Sergei Lavrov, anunciou uma resposta "na mesma moeda": dez diplomatas norte-americanos foram convidados a se retirar do território russo.

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