FBI cria operação para 'limpar' computadores após ataque cibernético atribuído à China

© AFP 2022 / Joshua LOTTAgentes do FBI (foto de arquivo)
Agentes do FBI (foto de arquivo)  - Sputnik Brasil, 1920, 14.04.2021
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Após ataque de hackers a servidores de mais de 30 mil empresas norte-americanas, o Departamento de Justiça dos EUA lança operação para erradicar ameaça de malware em seus computadores.

Na terça-feira (13), o FBI começou a invadir centenas de computadores vulneráveis ​​de empresas norte-americanas para remover malware (programa malicioso que danifica ou rouba dados de dispositivos) de suas máquinas, segundo comunicado do Departamento de Justiça dos EUA.

A ação acontece depois que a Microsoft acusou hackers chineses de realizarem um ataque cibernético massivo e sofisticado no seu serviço de e-mail, Microsoft Exchange, em março. A empresa alegou que um "ator de ameaça patrocinado pelo Estado" conhecido como "Hafnium" havia explorado várias falhas de segurança no software do Exchange para roubar dados e plantar malware a partir de janeiro de 2021.

Com a operação ainda em andamento, o Departamento de Justiça disse que estava "comprometido em desempenhar seu papel integral e necessário em tais esforços".

"A remoção autorizada pelo tribunal nesta terça-feira [13] de malware dos computadores demonstra o compromisso do Departamento de Justiça para interromper a atividade de hackers usando todas as nossas ferramentas legais, não apenas os processos", disse o procurador-geral, John C. Demers, da Divisão de Segurança Nacional do Departamento de Justiça no comunicado.

A China rejeitou as alegações, com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Wang Wenbin, dizendo que Pequim "se opõe firmemente e combate os ataques e roubos cibernéticos de todas as formas", e alertou que culpar qualquer nação sem fornecer evidências é uma "questão política altamente sensível".

Autoridades dos Estados Unidos e a Microsoft afirmaram que os danos causados ​​pela grande falha de segurança permitiram que os hackers se infiltrassem nos servidores de pelo menos 30 mil organizações norte-americanas.

Segundo o comunicado, mesmo com as remoções feitas pelo Departamento de Justiça, os computadores afetados ainda estariam vulneráveis ​​a malware no futuro, a menos que seus proprietários tomem medidas para protegê-los. Sendo assim, o FBI estaria "tentando" notificar todos os proprietários.

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