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Bernie Madoff, maior golpista da história, morre em prisão norte-americana, diz relato

© AP Photo / David KarpEx-financista Bernie Madoff sai do tribunal federal em Manhattan, Nova York, EUA, em 10 de março de 2009
Ex-financista Bernie Madoff sai do tribunal federal em Manhattan, Nova York, EUA, em 10 de março de 2009 - Sputnik Brasil, 1920, 14.04.2021
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Bernard Madoff, o ex-financista que realizou a maior fraude de investimento na história dos Estados Unidos, morreu aos 82 anos de idade, de acordo com relatos da mídia.

Em 2009, o notório financista recebeu uma sentença máxima de 150 anos de prisão por fraude de investimento.

Segundo as palavras de uma pessoa que conversou com Associated Press desejando permanecer anônima, Madoff morreu no Centro Médico Federal de Butner, na Carolina do Norte, aparentemente por razões naturais.

Por décadas, Madoff enganou milhares de investidores e acumulou uma fortuna de US$ 65 bilhões (R$ 370 bilhões) usando o chamado esquema de Ponzi – uma forma de fraude que atrai investidores e paga lucros para investidores anteriores com fundos de investidores mais recentes.

Madoff começou sua carreira como o corretor de bolsa nos anos de 1960 e, por curto período, foi presidente da Associação Nacional de Corretores de Títulos de Cotações Automáticas (NASDAQ, na sigla em inglês). Logo depois, ele fundou a firma Bernard L. Madoff Investment Securities, que foi incrivelmente bem-sucedida até a crise econômica de 2008.

Em 2009, o financista admitiu sua culpa de 11 crimes federais, contando que ele tinha virado seu negócio de gerenciamento de riqueza no maior esquema de Ponzi do mundo, do qual beneficiou ele próprio, sua família e membros seletos de seu círculo próximo. O golpista recebeu uma sentença de 150 anos de prisão.

O Departamento de Justiça dos EUA organizou um fundo para as vítimas de suas fraudes e até abril de 2020 distribuiu mais de US$ 2,7 bilhões (R$ 153,4 bilhões) entre cerca de 38.000 investidores defraudados.

Em fevereiro de 2020, os advogados de Madoff procuraram "uma liberação compassiva", declarando que seu cliente sofria de insuficiência renal terminal e outras condições crônicas. O pedido de liberação antecipada foi negado.

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