Tropas dos EUA deixarão Afeganistão até 11 de setembro, diz alto funcionário

© AP Photo / Rahmat GulSoldados dos Estados Unidos na província de Logar, no Afeganistão
Soldados dos Estados Unidos na província de Logar, no Afeganistão - Sputnik Brasil, 1920, 13.04.2021
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As tropas dos Estados Unidos presentes no Afeganistão deixarão o país antes do 20º aniversário dos ataques de 11 de setembro, e a retirada começará já no próximo 1º de maio, afirmou um alto-funcionário do governo norte-americano.

De acordo com a fonte, que falou com jornalistas em caráter de anonimato, essa retirada será realizada sem condições prévias.

O presidente Joe Biden "chegou à conclusão de que os Estados Unidos concluirão sua retirada — removerão suas forças do Afeganistão — antes de 11 de setembro", disse o funcionário a repórteres, citado pela AFP.

Nesta quarta-feira (14), o chefe de Estado americano deverá fazer um pronunciamento anunciando que todas as forças dos EUA, em coordenação com as dos seus aliados ocidentais, deixarão o território afegão. Apenas um número limitado de soldados deverá permanecer para fazer a segurança das instalações diplomáticas dos EUA.

"O presidente julgou que uma abordagem baseada em condições, que tem sido a abordagem nas últimas duas décadas, é uma receita para ficar no Afeganistão para sempre."

O ex-presidente americano, Donald Trump, chegou a um acordo com o Talibã, no início do ano passado, no qual prometeu uma retirada de tropas em maio de 2021, em troca da promessa dos insurgentes de não apoiar a Al-Qaeda (grupo terrorista proibido nos EUA, na Rússia e em diversos outros países) ou outras organizações extremistas.

Segundo o funcionário de Biden, em maio, será iniciada a retirada, com expectativa de conclusão antes de 11 de setembro. No entanto, os EUA estarão preparados para uma "resposta enérgica" se seus militares forem atacados durante a retirada. 

​Com essa saída dos norte-americanos e seus aliados, as autoridades afegãs deverão enfrentar grandes dificuldades para lidar com um Talibã "confiante" na possibilidade de uma "vitória militar", conforme relatório da inteligência americana também mencionado pela Agence France-Presse.

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