Estudo não encontra relação entre cepa britânica e maior risco de morte por COVID-19, diz The Lancet

© REUTERS / Dylan MartinezCientistas trabalham no laboratório onde sequenciam os genomas do novo coronavírus no COVID-19 Genomics UK no Instituto Wellcome Sanger, Reino Unido, 12 de março de 2021
Cientistas trabalham no laboratório onde sequenciam os genomas do novo coronavírus no COVID-19 Genomics UK no Instituto Wellcome Sanger, Reino Unido, 12 de março de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 13.04.2021
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Cientistas não encontraram diferença entre a cepa britânica e outras variantes do coronavírus em se tratando de casos graves, mortes ou outros efeitos em pacientes hospitalizados, mas confirmaram que a variante britânica é mais contagiosa. Os resultados foram publicados na revista The Lancet.

Os especialistas analisaram amostras de pacientes hospitalizados com COVID-19 e compararam a progressão da doença dos infectados com a cepa britânica (B.1.1.7) e dos que foram diagnosticados com outras variantes do SARS-CoV-2.

"Nossos dados, dentro do contexto e das limitações de um estudo de mundo real, fornecem uma garantia inicial de que a gravidade em doentes hospitalizados com B.1.1.7 não é marcadamente diferente da gravidade naqueles sem" a cepa britânica, diz o artigo.

Os autores de outra pesquisa publicada na The Lancet chegaram à conclusão de que a cepa britânica não provoca sintomas mais sérios e não tem impacto na duração da infecção. Além disso, os especialistas não detectaram a conexão com potencial crescimento dos casos de reinfecção.

Ainda assim, os cientistas confirmaram que a variante britânica é mais contagiosa. No entanto, segundo a opinião deles, as vacinas já existentes permanecerão sendo eficazes também contra esta cepa do coronavírus.

A mutação do SARS-CoV-2, denominada B.1.1.7, foi revelada no Reino Unido em meados de dezembro de 2020. Inicialmente, surgiram relatos de que a variante britânica é muito mais contagiosa e aumenta riscos de morte. Desde então, a cepa foi detectada já em 130 países. Além disso, outras mutações perigosas estão se espalhando pelo mundo – a variante sul-africana já está presente em 80 países e a brasileira em 45 nações.

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