Primeiro-ministro da Itália chama Erdogan de 'ditador', gerando condenação turca (VÍDEO)

© REUTERS / Escritório de Imprensa PresidencialPresidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, se encontra com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Ancara, Turquia, 6 de abril de 2021
Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, se encontra com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Ancara, Turquia, 6 de abril de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.04.2021
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Na quinta-feira (8), o primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, acusou o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, de ter humilhado a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta semana, e disse que é importante ser franco com os "ditadores". A declaração foi condenada por Ancara.

Ursula von der Leyen e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, encontraram com o presidente turco Erdogan em Ancara na terça-feira (6). A chefe da Comissão Europeia ficou claramente surpreendida quando os dois homens se sentaram nas duas únicas cadeiras preparadas, e sendo assim, von der Leyen teve que se sentar no sofá.

"Absolutamente não concordo com o comportamento de Erdogan diante da presidente [...]. Acho que não foi apropriado e senti muito pela humilhação que von der Leyen passou", disse Draghi a jornalistas, citado pela Reuters.

"Com esses, vamos chamá-los do que eles são, ditadores. Com quem, no entanto, é preciso coordenar, é preciso ser franco expressando visões e opiniões diferentes", adicionou o primeiro-ministro italiano.

O embaixador italiano em Ancara foi chamado ao Ministérios das Relações Exteriores depois dos comentários de Draghi, onde o ministro turco, Mevlut Cavusoglu, criticou as declarações do primeiro-ministro, segundo informou a agência Anadolu.

"Condenamos veementemente o discurso populista e inaceitável do primeiro-ministro italiano Draghi e seus comentários feios e desenfreados sobre nosso presidente eleito", escreveu Cavusoglu em sua conta no Twitter.

Mais cedo, na quinta-feira (8), o chanceler turco disse que o assento na reunião foi preparado em conformidade com as exigências do bloco e o protocolo internacional, e que a Turquia estava sendo sujeita a "acusações injustas".

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