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Lula pede desculpas ao povo italiano por não ter extraditado Cesare Battisti

© REUTERS / Amanda PerobelliEx-presidente Lula faz discurso na sede do Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo (SP)
Ex-presidente Lula faz discurso na sede do Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo (SP) - Sputnik Brasil, 1920, 09.04.2021
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Em entrevista concedida nesta sexta-feira (9) à emissora italiana RAI, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu desculpas ao povo italiano por não ter extraditado Cesare Battisti, condenado na Itália por assassinatos na década de 1970.

"Desculpa é uma palavra muito simples, mas só quem tem caráter a usa. Peço desculpas ao povo italiano e ao ex-presidente Giorgio Napolitano, porque acreditava que Battisti era inocente, e não era", disse o ex-presidente ao programa Tg2 Post da emissora italiana.

Durante a entrevista, Lula explicou que a decisão de manter Battisti no Brasil foi tomada com base na orientação que ele obteve do Ministério da Justiça. O ex-presidente assinou o decreto que concedeu asilo ao cidadão italiano em seu último dia de governo, no ano de 2010.

"Achei a decisão correta porque acreditamos que ele era inocente, mas, desde o momento em que ele confessou, é óbvio que devo admitir que errei [...] Peço desculpas ao povo italiano, pensei que ele não era culpado, mas, depois da confissão dele, só posso me desculpar. Eu me enganei", disse Lula.
© East News / Sergio Dutti / Agencia Estado / PolarisAgentes do Comando de Operações Táticas (COT) escoltam Cesare Battisti
Lula pede desculpas ao povo italiano por não ter extraditado Cesare Battisti - Sputnik Brasil, 1920, 09.04.2021
Agentes do Comando de Operações Táticas (COT) escoltam Cesare Battisti

Cesare Battisti foi preso na fronteira com a Bolívia em janeiro de 2019, quando supostamente tentava fugir. Ele foi entregue às autoridades italianas pelo governo boliviano e, atualmente, cumpre pena de prisão perpétua em uma penitenciária na Calábria, no extremo-sul da Itália.

Após passar quase quatro décadas foragido e alegando sua inocência, Battisti, que integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), confessou em março de 2019, que foi o autor material de dois assassinatos, e que também teve envolvimento em outros dois. 

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