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Ciro pede que Lula não seja candidato em prol de aliança contra Bolsonaro

© Folhapress / Pedro LadeiraO ex-ministro Ciro Gomes (PDT) durante entrevista no estúdio Folha/UOL, em Brasília, no dia 9 de outubro de 2019
O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) durante entrevista no estúdio Folha/UOL, em Brasília, no dia 9 de outubro de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 05.04.2021
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O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), possível candidato à presidência em 2022, pediu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha a "generosidade" de não concorrer no ano que vem.

Em debate virtual sobre a reforma administrativa organizado pela Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), o pedetista lembrou de Cristina Kirchner, que, em sua visão, deu um "passo para trás" para ser vice de Alberto Fernández na Argentina em vez de encabeçar a chapa eleitoral.

Ciro citou ainda o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o ex-presidente da Bolívia Evo Morales como exemplos "desastrados" de tentativa de se manter no poder.

"A gente devia pedir generosidade a quem já teve oportunidade, como o Lula, que é uma grande liderança brasileira. Mas a gente devia pedir a ele que se compenetrasse e não imitasse o exemplo desastrado do [Nicolás] Maduro na Venezuela ou do Evo Morales na Bolívia. E olhasse o que a Cristina Kirchner fez na Argentina, em que, tendo uma força grande, deu um passo pra trás e ajudou a Argentina a se reconciliar", afirmou.
© AP Photo / Andre PennerEx-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP)
Ciro pede que Lula não seja candidato em prol de aliança contra Bolsonaro - Sputnik Brasil, 1920, 05.04.2021
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP)

Para ele, as eleições de 2022 não podem ser centradas em uma agenda que reproduza a "lógica do ódio". O pedetista acredita que uma eventual disputa entre Lula e o presidente Jair Bolsonaro levará o país a uma polarização ainda maior.

"Derrotar Bolsonaro é muito importante, não por ódio a ele, mas para derrotar o desastre que ele está produzindo, na saúde, na economia, na relação internacional, que o Brasil está desmoralizado. Mas a segunda grande tarefa, mais difícil e que pede uma grande reconciliação entre todos nós, é botar algo no lugar nesse ambiente de terra arrasada em que nós estamos", disse.

Ciro afirmou ainda que "a direita brasileira vai largar o Bolsonaro ao mar" para buscar um novo nome para apoiar: "Vão tentar se reciclar aí com uma carinha qualquer e vão fazer propaganda. E isso o Brasil não aguenta mais".

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