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Temer 'lutou pelo impeachment de todas as maneiras', afirma Cunha em livro

© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil / Abrir o banco de imagensA presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, ao lado do seu vice, Michel Temer
A presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, ao lado do seu vice, Michel Temer - Sputnik Brasil, 1920, 02.04.2021
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Segundo o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, Michel Temer "lutou de todas as maneiras" pelo impeachment de Dilma Rousseff quando era vice-presidente da República.

A declaração está no livro escrito por Cunha, intitulado "Tchau, Querida — O Diário do Impeachment", que será publicado no dia 17 de abril. A revista Veja publicou trechos do livro nesta sexta-feira (2).

"Temer não só desejava o impeachment como lutou por ele de todas as maneiras. […] Jamais esse processo de impeachment teria sido aprovado sem que Temer negociasse cada espaço a ser dado a cada partido ou deputado que iria votar a favor da abertura dos trâmites", escreveu Cunha sobre o ex-presidente.

No livro, o ex-deputado assume que começou a se desentender com Dilma quando teve que disputar a presidência da Câmara em 2015 contra o candidato do PT, Arlindo Chinaglia, em vez de ter recebido o apoio do partido, como gostaria.

"Se não houvesse vivenciado a disputa com o candidato dela à presidência da Câmara e tivesse sido apoiado pelo PT na ocasião, em hipótese alguma teria havido o impeachment. Sempre fui uma pessoa de cumprir acordos", diz o livro.
© AFP 2022 / Heuler AndreyEx-Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Eduardo Cunha, chega a Curitiba, em 20 de outubro de 2016, acompanhado pela Polícia Federal
Temer 'lutou pelo impeachment de todas as maneiras', afirma Cunha em livro - Sputnik Brasil, 1920, 02.04.2021
Ex-Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Eduardo Cunha, chega a Curitiba, em 20 de outubro de 2016, acompanhado pela Polícia Federal

Cunha conta ainda que armou uma operação secreta ao perceber que o PT e o governo se mexiam para tentar cas­sar seu mandato. O ex-deputado diz que chamou o secretário-geral da Câmara, Silvio Avelino, assinou a aceitação da abertura do impeachment de Dilma e mandou guardá-la em um cofre.

"Qualquer coisa que me acontecer, qualquer coisa mesmo, morte, mesmo que seja natural, que me impeça de estar aqui no outro dia, você tem o compromisso comigo de datar o documento e publicar imediatamente", disse ao servidor.

Em outro trecho, Eduardo Cunha afirma que Dilma era "vigiada" em pleno Palácio do Planalto. O ex-deputado chegou à suposição após uma conversa com o ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas.

"Ele demonstrava conhecer a rotina do palácio com uma desenvoltura que não seria possível sem fontes internas. [...] Dilma não sabia, mas era vigiada o tempo todo de dentro do palácio", escreveu o ex-deputado.

Eduardo Cunha escreveu o livro com a ajuda da filha mais velha, Danielle Cunha, de 33 anos, que será candidata a deputada federal em 2022. A publicação será lançada pela editora Matrix.

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