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NASA recebe o mais sofisticado radar para satélite de imagens terrestres

© Foto / NASA Orbitando a mais de 320 quilômetros por cima da Terra, o planeta a que chamamos nossa casa, a tripulação da Estação Espacial Internacional tirou esta imagem da borda da Terra, ou horizonte, com luz do Sol brilhando acima do oceano Pacífico e baía de San Francisco em 1º de novembro de 2020
Orbitando a mais de 320 quilômetros por cima da Terra, o planeta a que chamamos nossa casa, a tripulação da Estação Espacial Internacional tirou esta imagem da borda da Terra, ou horizonte, com luz do Sol brilhando acima do oceano Pacífico e baía de San Francisco em 1º de novembro de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 25.03.2021
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A Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO, na sigla em inglês) e a NASA vão, juntas, colocar em órbita um satélite em 2022, no valor de mais de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 8,43 bilhões).

Com a chegada do equipamento fundamental - o radar de abertura sintética de banda S (SAR, na sigla em inglês) – de seu parceiro na Índia, a NASA pode finalmente começar a trabalhar na forma final do satélite terrestre, sendo este equipado com a maior antena refletora alguma vez já lançada pela agência espacial norte-americana.

Pesando cerca de 2.200 quilos, o Radar de Abertura Sintético NASA-ISRO (abreviado para NISAR) é considerado o satélite de imagens terrestres mais caro do mundo, e está tomando forma no Laboratório de Propulsão de Jatos da NASA (JPL, na sigla em inglês), no sul da Califórnia.

Em 2014, durante a visita do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, aos EUA, ainda presididos por Barack Obama, Washington e Nova Deli assinaram um acordo formal para a criação do NISAR.

O NISAR usará dois tipos de radar de abertura sintética (SAR) para criar imagens de lapso de tempo de mudanças na superfície da Terra, causadas por fatores como o magma migrando antes de uma erupção vulcânica. Saiba mais no site da NASA.​

Após seu lançamento, previsto para o ano de 2022, o NISAR deverá monitorar mudanças sutis na superfície da Terra. Entre estas, sinais de erupções vulcânicas iminentes, o ritmo do descongelamento das camadas de gelo (ligado à subida do nível dos oceanos), bem como as mudanças ocorridas na distribuição de vegetação ao redor do mundo.

O satélite vai utilizar uma antena refletora de quase 12 metros, colocada no extremo de uma barra de nove metros para mandar e receber sinais de radar de e para a superfície terrestre.

O NISAR analisará o globo inteiro a cada 12 dias, podendo detectar movimentos ínfimos na superfície do planeta. De igual modo, de acordo com a NASA, o NISAR será também o primeiro satélite a usar dois tipos de frequências de radar, as bandas L e S, para medir as mudanças na superfície da Terra até em menos de um centímetro.

Os radares de alta resolução vão permitir ao satélite ver através de objetos como nuvens e penetrar sua visão na vegetação densa. Tamanha habilidade permitirá à missão monitorar as mudanças ocorridas na superfície terrestre durante o dia e a noite, faça chuva ou sol.

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