Filipinas enviam navios para mar do Sul da China para 'patrulhas de soberania' na região em disputa

© REUTERS . Guarda Costeira das FilipinasAlguns dos cerca de 220 navios chineses, reportados pela Guarda Costeira das Filipinas, que seriam tripulados por milícias marítimas chinesas perto do recife de Whitsun, mar do Sul da China, 7 de março de 2021
Alguns dos cerca de 220 navios chineses, reportados pela Guarda Costeira das Filipinas, que seriam tripulados por milícias marítimas chinesas perto do recife de Whitsun, mar do Sul da China, 7 de março de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 25.03.2021
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Os militares filipinos ordenaram o envio de mais navios da Marinha para "patrulhas de soberania" no mar do Sul da China, onde uma flotilha chinesa cercou um recife disputado e ignorou o pedido das Filipinas de deixar a área.

O secretário de Defesa filipino Delfin Lorenzana pediu a cerca de 200 embarcações chinesas, que descreveu como lanchas de milícia, que deixassem imediatamente o recife de Whitsun, uma região de coral rasa a 324 km a oeste da cidade filipina de Bataraza.

A China ignorou o pedido, insistindo que é proprietária do território marinho e que os navios estavam se abrigando do mar agitado.

Na quinta-feira (25), o Exército filipino informou que o general Cirilito Sobejana ordenou o envio de navios de guerra adicionais para reforçar as "patrulhas da soberania marítima" do país nas águas em disputa, segundo o jornal South China Morning Post.

© REUTERS / Maxar TechnologiesSatélite fotografa navios pesqueiros no recife de Whitsun, 23 de março de 2021
Filipinas enviam navios para mar do Sul da China para 'patrulhas de soberania' na região em disputa - Sputnik Brasil, 1920, 25.03.2021
Satélite fotografa navios pesqueiros no recife de Whitsun, 23 de março de 2021

Não foi revelado a que distância os navios da Marinha filipina realizariam manobras das embarcações chinesas, cuja presença Lorenzana chamou de "incursão" e "ação provocativa de militarização da área".

"Pelo aumento da presença naval na área, pretendemos reassegurar nosso povo sobre o forte e inabalável compromisso das Forças Armadas das Filipinas para os proteger e defender do assédio e garantir que podem exercer seus direitos na rica área de pesca do país", afirmou o porta-voz das Forças Armadas filipinas, major-general Edgard Arevalo, citado pela mídia.

A China insiste que o recife é chinês, chamando-o de Niué Jiao. As autoridades filipinas afirmam que recife está dentro da zona econômica exclusiva do país, internacionalmente reconhecida, sobre a qual "tem o direito exclusivo de explorar ou conservar quaisquer recursos".

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