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Arábia Saudita busca ajuda dos EUA para impedir ataques crescentes à sua estatal de petróleo

© AP Photo / Hassan AmmarRefinaria de petróleo na Arábia Saudita
Refinaria de petróleo na Arábia Saudita - Sputnik Brasil, 1920, 24.03.2021
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Amin Nasser, CEO da Saudi Aramco, disse que os ataques recentes que a estatal de petróleo sofreu não afetaram a empresa e que ela continuará a fornecer petróleo a clientes em todo o mundo "em qualquer cenário".

A Arábia Saudita está buscando mais ajuda dos EUA para defender suas instalações de petróleo. O pedido foi encaminhado ao governo do presidente Joe Biden em janeiro, afirma um funcionário saudita ao portal Bloomberg, que pediu para não ser identificado porque as discussões são privadas.

No domingo (21), a Marinha saudita iniciou exercícios no golfo Pérsico para aumentar a segurança de "instalações vitais" e garantir a liberdade de navegação nas águas da região, informa a mídia. A Saudi Aramco, estatal de petróleo que sofreu três ataques recentemente, participará dos treinamentos.

Autoridades sauditas afirmaram que seus sistemas de defesa aérea e caças interceptaram os projéteis usados ​​em todos os ataques contra a Saudi Aramco, evitando que causassem danos substanciais. Amin Nasser, CEO da Aramco, disse que os incidentes não afetaram a empresa e que ela continuará a fornecer petróleo a clientes em todo o mundo "em qualquer cenário".

Clima tenso com houthis

Os ataques contra a estatal de petróleo saudita foram reivindicados pelos rebeldes houthis. Além disso, há o conflito histórico com o Irã. Dessa forma, analistas de petróleo garantem que o risco de uma grande crise no golfo Pérsico está aumentando.

© REUTERS / KHALED ABDULLAHSoldados viajam em um caminhão de patrulha após um funeral de combatentes houthis mortos durante os recentes combates contra as forças do governo em diferentes frentes, em Sanaa, Iêmen, 23 de março de 2021
Arábia Saudita busca ajuda dos EUA para impedir ataques crescentes à sua estatal de petróleo - Sputnik Brasil, 1920, 24.03.2021
Soldados viajam em um caminhão de patrulha após um funeral de combatentes houthis mortos durante os recentes combates contra as forças do governo em diferentes frentes, em Sanaa, Iêmen, 23 de março de 2021
"Estamos a um incidente de uma grande conflagração. Se um desses ataques de drones ou mísseis balísticos resultar em vítimas civis significativas, isso pode levar a um confronto mais direto entre sauditas e iranianos", afirma Helima Croft, chefe de estratégia de commodities da RBC Capital Markets.

Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita tem travado uma guerra violenta contra os houthis desde 2015, em um esforço para restaurar o governo do Iêmen reconhecido pelas Nações Unidas. O conflito criou o que a ONU chamou do pior desastre humanitário do mundo e empurrou a população iemenita à beira da fome.

Esforços de paz

Desde que chegou ao poder nos EUA, o democrata Joe Biden rescindiu a decisão de seu antecessor, o republicano Donald Trump, de designar os houthis como organização terrorista e intensificou os esforços para garantir um cessar-fogo. O democrata também suspendeu a venda de armas ofensivas à coalizão, embora seu governo tenha prometido continuar a fornecer à Arábia Saudita equipamentos para defender seu território.

"Como o presidente Biden deixou claro, continuamos comprometidos em ajudar a Arábia Saudita a se defender dos inúmeros ataques aéreos transfronteiriços que enfrenta dos houthis. […]. Os EUA continuam a trabalhar junto com nossos parceiros sauditas para ajudar o reino a se defender de ameaças externas, ao mesmo tempo que revitaliza a diplomacia para encerrar o conflito do Iêmen", disse Jessica L. McNulty, porta-voz do Pentágono.

A Arábia Saudita deu as boas-vindas à perspectiva de negociações de paz e o governo saudita propôs na segunda-feira (22) uma série de medidas para encerrar a guerra no Iêmen.

Riyadh diz que os mísseis e drones usados ​​para atingir sua infraestrutura são fabricados ou fornecidos pelo Irã, uma visão compartilhada pela ONU. Isso levou a alegações de que o Irã está usando os houthis para pressionar os EUA enquanto as duas nações disputam como reviver a diplomacia nuclear e remover as sanções norte-americanas à República Islâmica.

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