Vacina CureVac dá proteção 100% contra cepa sul-africana, diz '1º estudo' de seu gênero

© REUTERS / Yves HermanA dose of CureVac vaccine or a placebo is seen during a study by the German biotech firm CureVac as part of a testing for a new vaccine against the coronavirus disease (COVID-19), in Brussels, Belgium March 2, 2021.
A dose of CureVac vaccine or a placebo is seen during a study by the German biotech firm CureVac as part of a testing for a new vaccine against the coronavirus disease (COVID-19), in Brussels, Belgium March 2, 2021. - Sputnik Brasil, 1920, 23.03.2021
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Cientistas infectaram ratos transgênicos com cepa do coronavírus, e os animais mostraram respostas imunes semelhantes a de humanos após serem vacinados, aponta a pesquisa.

A vacina da empresa biofarmacêutica alemã CureVac contra a COVID-19 oferece proteção 100% contra a cepa sul-africana do SARS-CoV-2, e não só em sua variante original, aponta um estudo ainda não revisto por pares publicado no servidor pré-impressão bioRxiv.

Durante a pesquisa, ratos transgênicos ACE2 foram infectados deliberadamente com a variante B.1.351, ou cepa sul-africana, e a versão original, com os pesquisadores oferecendo duas doses da vacina CureVac em um intervalo de 28 dias. Esse tipo de ratos é comumente usado por exibir respostas ao vírus semelhantes às dos humanos.

Segundo os cientistas citados pelo portal BioPharma Reporter, a vacina bloqueou e reduziu "eficientemente" a replicação do coronavírus nos animais, que demonstraram "respostas robustas de anticorpos" após serem imunizados.

Igor Splawski, diretor científico da CureVac, disse que as cepas mais infecciosas do novo coronavírus, como a B.1.351, representam uma grande ameaça aos esforços de imunização global.

"Para nosso conhecimento, este é o primeiro estudo de desafio em um modelo de rato transgênico humano ACE2 de doença grave que mostra proteção completa contra uma das variantes de vírus mais ameaçadoras", disse ele.

Além deste estudo, a CureVac anunciou nesta semana que expandirá seus testes clínicos das fases dois e três da vacina na Europa e na América Latina para averiguar a eficácia do produto contra as cepas do Reino Unido, África do Sul e Brasil, bem como se candidatar à obtenção de uma autorização de marketing condicional na União Europeia no segundo trimestre de 2021.

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