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Almirante russo explica por que OTAN não consegue detectar submarino russo no Mediterrâneo

© Sputnik / Sevmash / Abrir o banco de imagensSubmarino nuclear russo de classe Borei (foto de arquivo)
Submarino nuclear russo de classe Borei (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 19.03.2021
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O submarino russo Rostov-na-Donu do projeto 636.6, da Frota do Mar Negro, que desapareceu dos radares dos navios da OTAN no mar Mediterrâneo, está em contato e transmite informações, disse à Sputnik uma fonte familiarizada com a situação.

"Há já uma semana que as forças antissubmarino da OTAN estão tentando encontrar no mar Mediterrâneo o submarino Rostov-na-Donu […] As tentativas de o encontrar falharam. Ao mesmo tempo, o comando russo não perdeu contanto com o submarino", afirmou a fonte.

Segundo ela, a OTAN dispõe de grandes meios no mar Mediterrâneo, mas o nível de furtividade do submarino russo excedeu as expetativas.

"Eles empregaram grandes meios na busca do submarino, mas não tiveram sucesso. Sendo assim, em condições de operações de combate eles estariam na mira, o que os deixa muito irritados", ressaltou a fonte.

Recentemente, vários meios de comunicação estrangeiros relataram que um grupo de navios da Aliança Atlântica, após obter contato, começou a busca do submarino diesel-elétrico russo B-237 Rostov-na-Donu do projeto 636.6 Varshavyanka.

Na quinta-feira (18), o jornal israelense News Israel relatou sem mencionar fontes que há cerca de um mês o submarino entrou no mar Mediterrâneo através do estreito de Gibraltar. Foi aí que 6ª Frota dos EUA começou a rastreá-lo, no entanto, alguns dias atrás, o submarino desapareceu dos radares dos sistemas de controle americanos e desde então tem sido indetectável.

© Sputnik / Vitaly Ankov / Abrir o banco de imagensSubmarino do projeto 636.3 Varshavyanka
Almirante russo explica por que OTAN não consegue detectar submarino russo no Mediterrâneo - Sputnik Brasil, 1920, 19.03.2021
Submarino do projeto 636.3 Varshavyanka

A edição italiana Formiche indicou que vários países da OTAN, incluindo a Itália, estiveram envolvidos na operação de busca do submarino russo no Mediterrâneo, observando ainda que anteriormente os países-membros da OTAN já o tinham perdido de vista várias vezes.

De acordo com almirante Viktor Kravchenko, ex-chefe do Estado-Maior da Marinha da Rússia, os submarinos do projeto 636.6 continuam sendo os navios mais silenciosos do mundo, e é por isso que a OTAN tem tido tantas dificuldades para rastreá-lo no Mediterrâneo.

"Que procurem então. Ele [o submarino] está justificando sua furtividade", disse Kravchenko.

Anteriormente, o Ministério da Defesa russo informou que o ruído produzido pelo submarino Lada é ainda menor que o do submarino Varshavyanka, o qual, devido a sua invisibilidade acústica, foi apelidado de "buraco negro" no Ocidente.

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