Ministro da Saúde da Eslováquia renuncia sob pressão após aprovar Sputnik V

© REUTERS / Radovan StoklasaFILE PHOTO: Slovakia's Health Minister Marek Krajci receives an injection with a dose of Pfizer-BioNTech COVID-19 vaccine at the University Hospital, as the coronavirus disease (COVID-19) outbreak continues, in Nitra, Slovakia, December 26, 2020.
FILE PHOTO: Slovakia's Health Minister Marek Krajci receives an injection with a dose of Pfizer-BioNTech COVID-19 vaccine at the University Hospital, as the coronavirus disease (COVID-19) outbreak continues, in Nitra, Slovakia, December 26, 2020. - Sputnik Brasil, 1920, 13.03.2021
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Marek Krajci, ministro da Saúde da Eslováquia, aceitou oficialmente no país a vacina russa, mas os partidos de direita na coalizão governista a que pertence ameaçaram com o fim do apoio, o que o levou a se demitir.

Marek Krajci, ministro da Saúde da Eslováquia, foi criticado por aprovar o uso da vacina russa Sputnik V, anunciando sua demissão na sexta-feira (12).

Krajci explicou que havia cedido à pressão de dois parceiros na coalizão para permitir que o governo continuasse no poder.

A renúncia de Krajci foi aceita por Zuzana Caputova, presidente do país, que por sua vez nomeou Eduard Heger, ministro das Finanças, como chefe interino da autoridade sanitária.

O novo candidato para o cargo deve ser apresentado na próxima semana.

Igor Matovic, primeiro-ministro eslovaco, acordou com a Rússia o fornecimento da vacina Sputnik V sem informar os políticos de direita, que haviam rejeitado a iniciativa com base na falta de autorização da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês).

Em 2 de março, um dia após a chegada do primeiro lote de doses ao país, Krajci aprovou o uso da vacina sem esperar pela autorização da EMA, provocando muitas críticas.

Os líderes de dois partidos de direita da coalizão governista ameaçaram o premiê com o fim da coalizão se Krajci não se demitisse, uma exigência que Matovic foi forçado a aceitar para salvar o governo.

A Eslováquia passa por uma grave situação epidemiológica. No final de fevereiro, o país europeu registrou a taxa de mortalidade por COVID-19 mais alta do mundo.

Vacina Sputnik V

A vacina Sputnik V contra a COVID-19 foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, Rússia, com o apoio do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo), e registrada em 11 de agosto de 2020, a primeira no mundo a fazê-lo.

Em 2 de fevereiro de 2021, a revista científica britânica The Lancet publicou resultados provisórios da fase III do ensaio clínico da vacina russa, que confirmou sua segurança e uma eficácia de 91,6%.

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