'Comidos vivos': invasão de percevejos colocou em perigo capacidade de submarino dos EUA

CC BY 2.0 / Página Oficial da Marinha dos EUA / Submarino USS Toledo da Marinha dos EUA
Submarino USS Toledo da Marinha dos EUA - Sputnik Brasil, 1920, 11.03.2021
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Submarino nuclear USS Connecticut (SSN-22, o segundo navio do projeto Seawolf II) foi infestado por percevejos.

Por cerca de um ano, os pequenos hematófagos (animais ou insetos que se alimentam de sangue) criaram um verdadeiro inferno para a tripulação que não conseguia nem trabalhar nestas condições, e, segundo os marinheiros, o comando do submarino não tinha pressa em resolver o problema.

Conforme relata portal Navy Times citando um dos suboficiais, os insetos foram detectados no submarino pela primeira vez em março de 2020 durante os exercícios ICEX 2020 no oceano Ártico.

"Passamos um ano com percevejos. Marinheiros se queixaram de picadas [...]. As pessoas têm medo de serem picadas", disse um suboficial, que pediu anonimato por medo de retaliação.

Os marinheiros tentaram de todas as maneiras se livrar dos percevejos com seus próprios esforços, mas não tiveram sucesso.

"Nas costas, as pessoas estavam sendo comidas vivas", disse integrante da tripulação do submarino, alegando que a praga se espalhou pela embarcação.

Enquanto a tripulação alega que tentou combater os percevejos durante a maior parte de 2020, a comandante Cynthia Fields, porta-voz das Forças Submarinas Navais do Pacífico, disse que o comando do USS Connecticut relatou pela primeira vez o problema em dezembro e a "presença física" de percevejos a bordo do submarino foi confirmada apenas no final de fevereiro deste ano.

O atraso na resolução do problema estaria ligado à desconfiança do comando do submersível nos marinheiros, que chegou até a exigir que mostrassem evidências "vivas". Mas, capturar os insetos não foi assim tão fácil.

Os marinheiros dormiam no chão e em cadeiras, só para não ficarem em suas camas "infestadas". Como resultado, a falta de sono e a fadiga tornaram-se uma ameaça à capacidade operacional do submarino.

Atualmente, o submarino foi finalmente desinfetado, mas os marinheiros não têm certeza de que foram tomadas todas as medidas possíveis para os insetos não regressarem.

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