Coreia do Sul concorda pagar mais 14% aos EUA para manter forças americanas no país

© AP Photo / Pablo Martinez MonsivaisGuarda de Honra com bandeiras dos EUA e da Coreia do Sul
Guarda de Honra com bandeiras dos EUA e da Coreia do Sul - Sputnik Brasil, 1920, 10.03.2021
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EUA aceitaram o aumento do financiamento militar sul-coreano por uma quantia bem menos do que a exigida pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump.

A Coreia do Sul aceitou pagar cerca de US$ 1,04 bilhão (R$ 6,04 bilhões) aos EUA para segurança durante este ano, correspondendo a um aumento de 14% desde 2019. No próximo ano, a nação asiática deveria pagar mais 5,4%, com um acréscimo anual semelhante até 2025, segundo a agência Bloomberg.

Esta resolução surge em menos de dois meses da administração democrata, em meio aos esforços de Joe Biden de aliviar as tensões com um aliado-chave bastante criticado por Trump. Aliás, boa parte dos planos de política externa de Biden se baseia na coordenação dos EUA com os seus aliados, e, nesse aspecto, Biden teria jurado não "extorquir" a Coreia do Sul.

O objetivo das forças norte-americanas em solo sul-coreano é nada mais que a existência de uma linha de defesa contra a Coreia do Norte e, potencialmente, a China.

Apesar de o acordo ter sido anunciado no domingo (7), ainda não chegaram mais detalhes do seu conteúdo. Porém, Edward Price, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, contou na terça-feira (9) que o acordo teria sido "negociado cuidadosamente e, por enquanto a princípio, com sucesso", citado pela mídia.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores sul-coreano declarou, nesta quarta-feira (10), que "a República da Coreia [nome formal atribuído à Coreia do Sul] e os EUA resolveram o problema principal da aliança de maneira prévia e suave, pouco depois da posse da administração Biden. [...] Isto mostra a solidariedade da aliança entre a República da Coreia e os EUA", citado pela Bloomberg.

No momento, Anthony Blinken e Lloyd Austin, secretários de Estado e de Defesa dos Estados Unidos, respectivamente, estão se preparando para visitar o Japão e a Coreia do Sul na próxima semana, mostrando o foco diplomático do presidente Biden na Ásia.

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