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Irã pede renegociação da Carta da ONU para remover poder de veto 'abusado' pelos EUA

© REUTERS / Dalati Nohra / HandoutMohammad Javad Zarif, ministro das Relações Exteriores do Irã, fala no Palácio Presidencial de Baabda, Líbano, 14 de agosto de 2020
Mohammad Javad Zarif, ministro das Relações Exteriores do Irã, fala no Palácio Presidencial de Baabda, Líbano, 14 de agosto de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 05.03.2021
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Reino Unido, França e Alemanha apoiaram uma resolução que condenava a restrição iraniana a algumas inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Em resposta às contínuas tentativas de Washington de forçar Teerã a renegociar o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), ou acordo nuclear de 2015, Mohammad Javad Zarif, ministro das Relações Exteriores do Irã, sugeriu que a Carta da ONU fosse renegociada também, incluindo a remoção do poder de veto do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Zarif criticou o posicionamento dos EUA sobre o acordo nuclear, dizendo em um tweet na quinta-feira (4) que o acordo "não pode ser renegociado: ponto final".

JCPOA não pode ser renegociado: ponto final.

Se 2021 não é 2015, também não é 1945. Por isso, vamos mudar a Carta das Nações Unidas e remover o veto tão frequentemente abusado pelos EUA.

Vamos parar de posar, o que ambos fizemos de 2003-2012 em vão, e começar a implementar o JCPOA, que ambos assinamos.

Reino Unido, França e Alemanha afirmaram na quinta-feira (4) que rejeitariam emitir uma condenação ao Irã por limitar as inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), uma decisão que Edward Price, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, aprovou no mesmo dia.

Acordo nuclear

Os EUA são um dos cinco países-membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, a única parte da ONU com autoridade para emitir resoluções vinculativas para outras nações, tendo o poder de veto em conjunto com o Reino Unido, a França, a China e a Rússia.

Os cinco membros permanentes do CSNU, mais a Alemanha, a União Europeia e o Irã, formaram juntos o JCPOA em 2015. Embora não seja um tratado vinculante, o acordo viu a redução das sanções internacionais contra o Irã em troca de sua aceitação de limites rigorosos sobre a qualidade e quantidade de urânio que poderia refinar.

No entanto, em 2018, Donald Trump, então presidente dos EUA, retirou seu país do acordo, alegando que Teerã o violou, e impôs novas sanções ao Irã, levando a nação persa a retirar gradualmente suas obrigações com o JCPOA.

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