Mianmar: ONU confirma 54 assassinatos e 1.700 detenções arbitrárias desde fevereiro

© REUTERS / Stringer Manifestante é detida durante protestos contra o golpe militar em Yangon, Mianmar, 27 de fevereiro de 2021
Manifestante é detida durante protestos contra o golpe militar em Yangon, Mianmar, 27 de fevereiro de 2021  - Sputnik Brasil, 1920, 04.03.2021
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Ao menos 54 pessoas morreram e mais de 1.700 foram detidas de maneira arbitrária em Mianmar desde o golpe militar ocorrido no país em fevereiro, informou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

"O escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos tem uma informação corroborada de que pelos menos 54 pessoas foram assassinadas pelos agentes da polícia e militares desde o golpe de Estado de 1º de fevereiro", diz o comunicado.

Além disso, a nota indica que "o balanço de mortos atual poderia ser muito maior que as cifras que o escritório pôde verificar".

"Desde 1º de fevereiro, mais de 1.700 pessoas foram presas ou detidas arbitrariamente por sua participação em protestos ou por envolvimento na atividade política", acrescenta o texto.

Mianmar: Bachelet pede a todos com informação e influência – inclusive os funcionários de Mianmar que agora se juntam ao movimento de desobediência civil – a apoiar as tentativas internacionais para responsabilizar os líderes militares por graves violações dos direitos humanos.

O ACNUDH detalhou que entre os detidos estão "membros do Parlamento, ativistas políticos, funcionários de organismos eleitorais, escritores, defensores de direitos humanos, professores, trabalhadores de saúde, funcionários públicos, jornalistas, monges e celebridades".

Além disso, pelo menos 29 jornalistas foram presos nos últimos dias, entre eles oito mulheres.

"Os militares de Mianmar devem acabar com os assassinatos e detenções de manifestantes, [...] é totalmente abominável que as forças de segurança abram fogo real contra manifestantes pacíficos", declarou a alta comissária da ONU para os direitos humanos, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, citada no documento.

Bachelet, por sua vez, também se disse "horrorizada pelos ataques documentados contra o pessoal médico de emergência e ambulâncias que tentavam ajudar os feridos".

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