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Estaria Xi Jinping mobilizando China para revolução tecnológica?

© AP Photo / Jason Reed, PoolO presidente chinês Xi Jinping (foto de arquivo)
O presidente chinês Xi Jinping (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 02.03.2021
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Para políticos americanos, o potencial da China para dominar tecnologias de ponta se traduz em uma das maiores ameaças geopolíticas das próximas décadas. Xi Jinping, por sua vez, também partilha deste sentimento em relação ao futuro da China.

Em uma das sessões anuais do Parlamento chinês, os principais líderes do Partido Comunista vão aprovar diretivas de cinco anos para cortar a dependência do Ocidente em áreas cruciais, desde chips de computador a outras tecnologias emergentes, como veículos a hidrogênio e biotecnologia. Este "empurrão" de trilhões de dólares poderia ajudar o gigante asiático a ultrapassar os EUA enquanto maior economia do mundo nesta década, concretizando o objetivo de Xi Jinping de tornar a China uma superpotência, informa a agência Bloomberg.

"A coisa mais importante é a magnitude da ambição – é maior do que qualquer outro feito do Japão, Coreia do Sul ou até dos EUA", disse Barry Naughton, professor da Universidade da Califórnia e um dos melhores pesquisadores de economia chinesa do mundo, citado pela agência. Ele acrescenta que "a ambição é empurrar a economia através do portal de uma revolução tecnológica".

Além da difícil missão de melhorar a vida de 1,4 bilhão de chineses, que é um objetivo essencial para a manutenção da legitimidade do Partido Comunista chinês (PCC), Xi Jinping também quer provar que o partido conseguirá guiar com sucesso a economia nacional, particularmente após os quatros anos conturbados da presidência norte-americana de Donald Trump.

Adicionalmente, a confiança de Pequim no seu sistema político tem aumentado após sua taxa de sucesso na contenção do coronavírus. Na verdade, economistas preveem que a economia chinesa venha a se expandir em cerca de 8,3% em 2021, comparados aos 4,1% dos EUA.

Contudo, os EUA estão procurando aliados para impedir que as aspirações do líder chinês se concretizem, especialmente através da negação do acesso a Pequim a tecnologias estratégicas. Por sua vez, Pequim também espera conseguir investimentos de importantes companhias tecnológicas estrangeiras, tais como a Tesla, o que ajudaria o gigante asiático a atingir os seus objetivos no campo tecnológico.

Apesar de o Ocidente, especialmente Washington, ver as ambições de Xi Jinping como uma ameaça, Meg Rithmire, professor da Escola de Negócios de Harvard, entende o esforço econômico de Pequim como uma espécie de estratégia defensiva por parte do PCC.

Nas próximas décadas, é provável que venhamos a observar um aumento das tensões entre a China e os EUA, cada um motivado por seus próprios interesses de seus sistemas políticos.

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