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Proteínas do coronavírus 'trabalham juntas' para infectar ser humano, revelam cientistas

© REUTERS / Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA-Laboratórios Rocky Mountain dos EUAImagem de microscópio eletrônico de transmissão do SARS-CoV-2, também conhecido como novo coronavírus, o vírus que causa a doença COVID-19, isolado de um paciente nos EUA, sem data
Imagem de microscópio eletrônico de transmissão do SARS-CoV-2, também conhecido como novo coronavírus, o vírus que causa a doença COVID-19, isolado de um paciente nos EUA, sem data - Sputnik Brasil, 1920, 27.02.2021
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As proteínas de espícula do coronavírus têm comportamento correlacionado, começando uma a se mover assim que outra o faz, segundo um estudo norte-americano.

A facilidade de infecção pelo SARS-CoV-2 poderia ser explicada pelo fato de suas proteínas de espícula operarem de forma cooperativa, anunciou o Centro de Computação Avançada do Texas, EUA.

"Elas não se movem independentemente, como um conjunto de movimentos aleatórios não correlacionados", relatou Gregory Voth, professor da Universidade de Chicago, EUA, e coautor do estudo publicado na revista Biophysical Journal.

"Elas trabalham juntas."

Para descobrir isso, os cientistas estudaram a superfície do novo coronavírus, realizando simulações da dinâmica molecular do aproximadamente 1,7 milhão de átomos que compõem a proteína da espícula e algumas experiências adicionais.

O sistema de simulação foi desenvolvido por Rommie Amaro, professora de química e bioquímica na Universidade da Califórnia, em San Diego, EUA, em conjunto com "o método desenvolvido por Voth", conseguindo aprender com a informação dada e "ir mais além" na simulação da infecção de uma célula por um vírus, disse ela.

A equipe descobriu que as chances de o microrganismo se prender ao receptor ACE2, a forma mais fácil de infectar humanos, são aumentadas pela ligação entre as espículas, com uma proteína se movendo assim que outra o fizer.

A pesquisa também revelou que a parte superior da espícula se desprende durante a fusão com o ACE2 da célula hospedeira, um processo que disseram nunca antes ter sido observado com um microscópio.

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