Embaixador de Mianmar na ONU é demitido após defender manifestantes em discurso, diz TV estatal

© REUTERS / United Nations TVO embaixador de Mianmar nas Nações Unidas, Kyaw Moe Tun, durante discurso na entidade em defendeu os manifestantes do país que protestam contra o golpe militar. O diplomata encerrou seu discurso com uma saudação de três dedos, um gesto usado por manifestantes contra os militares.
O embaixador de Mianmar nas Nações Unidas, Kyaw Moe Tun, durante discurso na entidade em defendeu os manifestantes do país que protestam contra o golpe militar. O diplomata encerrou seu discurso com uma saudação de três dedos, um gesto usado por manifestantes contra os militares. - Sputnik Brasil, 1920, 27.02.2021
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Em um discurso na sexta-feira (26) nas Nações Unidas, o diplomata pediu a restauração da democracia e ação contra os militares de Mianmar por todos os meios necessários. Os militares depuseram o governo eleito no início deste mês, alegando fraude eleitoral.

O embaixador de Mianmar na Organização das Nações Unidas (ONU), Kyaw Moe Tun, foi demitido, informou a Rádio e Televisão de Mianmar (MRTV) neste sábado (27).

"[Kyaw Moe Tun] traiu o país e falou por uma organização não oficial que não representa o país e abusou do poder e das responsabilidades de um embaixador", disse a emissora.

A demissão ocorre poucas horas depois de o enviado ter feito um discurso na ONU sobre a necessidade de "encerrar imediatamente o golpe militar, parar de oprimir os inocentes, devolver o poder do Estado ao povo e restaurar a democracia", encerrando seu discurso com uma saudação de três dedos, um gesto usado por manifestantes contra os militares.

© REUTERS / Stringer Policiais disparam canhões d'água contra manifestantes que protestam contra o golpe militar e demandam a liberação da líder eleita Aung San Suu Kyi, em Mianmar, 9 de fevereiro de 2021
Embaixador de Mianmar na ONU é demitido após defender manifestantes em discurso, diz TV estatal - Sputnik Brasil, 1920, 27.02.2021
Policiais disparam canhões d'água contra manifestantes que protestam contra o golpe militar e demandam a liberação da líder eleita Aung San Suu Kyi, em Mianmar, 9 de fevereiro de 2021

Em 1º de fevereiro, os militares deram um golpe de Estado, expulsando a conselheira de Estado Aung San Suu Kyi, o presidente Win Myint e outros altos funcionários do governo por causa de uma suposta fraude nas eleições gerais de 8 de novembro.

Eles declararam estado de emergência de um ano e prometeram realizar uma nova votação depois disso, enquanto colocavam os líderes depostos em prisão domiciliar.

O golpe desencadeou protestos em massa em todo o país com confrontos violentos e mortes causadas pela repressão dos militares.

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