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Japão aumenta proteção de aviões norte-americanos no Pacífico

© Foto / Domínio Público / Força Aérea dos EUA / Sargento Timothy MooreExercícios conjuntos entre EUA e Japão, 22 de abril de 2020
Exercícios conjuntos entre EUA e Japão, 22 de abril de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 25.02.2021
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Japão e EUA se encontram em parceria militar cada vez mais sólida e enviam uma mensagem importante para adversários em potencial, afirmam analistas.

Desde de 2019, uma notável parceria entre as Forças Armadas dos EUA e do Japão vem acontecendo. Além do crescente número de exercícios conjuntos, progressivamente, Tóquio se apresenta como defensor dos EUA, protegendo aeronaves norte-americanas durante atividades militares no oceano Pacífico, de acordo com relatório da CNN.

Em 2020, as Forças de Autodefesa do Japão (SDF, na sigla em inglês) anunciaram a realização de 25 missões conjuntas entre os dois países, contra 14 realizadas em 2019. Em quatro casos das 25 missões, a intenção foi proteger navios da Marinha dos EUA enquanto coletavam informações sobre mísseis balísticos ou efetuavam outras atividades de vigilância.

Em 21 casos, as missões envolveram a proteção de aeronaves norte-americanas que estavam em treinamento conjunto com suas contrapartes japonesas. O Japão não informou quando as missões aconteceram, apenas que "contribuíram para a defesa do Japão", segundo a mídia.

© Foto / Domínio Público / Força Aérea dos EUA/ Sargento Timothy MooreB-1B da Força Aérea dos EUA e F-16 do Japão, conduzindo treinamento bilateral combinado na costa do norte do Japão, 22 de abril de 2020
Japão aumenta proteção de aviões norte-americanos no Pacífico - Sputnik Brasil, 1920, 25.02.2021
B-1B da Força Aérea dos EUA e F-16 do Japão, conduzindo treinamento bilateral combinado na costa do norte do Japão, 22 de abril de 2020

Analistas de defesa afirmam que se uma potência hostil ameaçar as Forças Armadas dos EUA em qualquer uma de suas missões de proteção de ativos, as Forças japonesas podem contra-atacar.

"Se os ativos norte-americanos fossem repentinamente atacados, a SDF deveria contra-atacar para evitar ataques posteriores a navios ou aviões norte-americanos", disse Corey Wallace, professor assistente da Universidade de Kanagawa, no Japão, citado pela mídia.

Para o especialista em segurança japonês Narushige Michishita, o anúncio da SDF indica a importância elevada das relações de segurança entre os dois países em um momento de crescentes ameaças na região, e envia uma mensagem importante adversários em potencial.

"A questão é que duas forças estão agora operando regularmente muito próximas, e serão capazes de fazer o mesmo em tempo de guerra ou sob condições estressantes. A capacidade de fazer isso certamente aumentará a dissuasão de possíveis ações agressivas contra o Japão e a Coreia do Sul, e até mesmo Taiwan", disse Michishita citado pela mídia.

Outro motivo para a solidez da parceria seria o surgimento de ameaças contra o Japão, incluindo o programa de mísseis balísticos da Coreia do Norte e as tensões em curso com a China nas ilhas Senkaku e Diaoyu, segundo a mídia.

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