Putin critica campanha do Ocidente contra conquistas russas na medicina

© Sputnik / Aleksei NikolskyPresidente da Rússia, Vladimir Putin, em sua residência durante videoconferência, 14 de dezembro de 2020
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em sua residência durante videoconferência, 14 de dezembro de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 24.02.2021
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Desde que a Rússia registrou a primeira vacina contra a COVID-19, em agosto de 2020, o Ocidente tem tentado repetidamente espalhar desinformação sobre o imunizante, disse o presidente russo.

Há uma campanha de desinformação no exterior com o objetivo de minar as conquistas da Rússia nas ciências médicas, disse o presidente russo Vladimir Putin nesta quarta-feira (24).

"Estamos enfrentando a chamada política de contenção da Rússia. Na verdade, isso é um fato bem conhecido. Não estou me referindo à competição, que é natural nas relações internacionais. Estou falando de uma política agressiva consistente voltada para impedir nosso desenvolvimento, interrompê-lo, provocar instabilidade interna e minar os valores que unem a sociedade russa", afirmou Putin ao Serviço Federal de Segurança da Rússia.

Para o presidente, alguns países não escondem a abordagem hostil e fazem campanhas de desinformação baseadas em teorias da conspiração. Putin destacou, principalmente, a tentativa de desmerecer os avanços do país no combate à COVID-19.

"Eles já estão recorrendo a absurdos, eu diria mesmo a teorias de conspiração anedóticas", disse Putin.

No início deste mês, a primeira-ministra lituana Ingrida Simonyte afirmou que a vacina Sputnik V era "outra arma híbrida [de Moscou]" e que Putin não pretendia usá-la para curar os russos.

A embaixada russa na Lituânia respondeu dizendo que a Sputnik V provou a sua eficácia e foi reconhecida em nível internacional, apesar da desinformação e das declarações tendenciosas dos países ocidentais.

© Sputnik / Vladimir Trefilov / Abrir o banco de imagensSeringa e ampola com o logotipo da Sputnik V ao fundo
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Seringa e ampola com o logotipo da Sputnik V ao fundo

No início de fevereiro, a revista científica The Lancet, uma das mais prestigiadas do ramo, publicou uma análise do ensaio da fase três da vacina russa Sputnik V, mostrando sua eficácia de 91,6% contra a COVID-19.

Desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya (Centro Gamaleya) e autorizada pelo Ministério da Saúde da Rússia em 11 de agosto de 2020, a Sputnik V se tornou a primeira vacina com registro do mundo contra a COVID-19.

Desde então, o imunizante já foi aprovado por 34 países, incluindo Argentina, Bolívia, Venezuela, Paraguai e México.

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