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Analista japonês avalia eficácia da vacina Sputnik V

© REUTERS / Agustin MarcarianEnfermeira preenche seringa com dose da vacina Sputnik V no hospital San Martin, La Plata, Argentina, 21 de janeiro de 2021
Enfermeira preenche seringa com dose da vacina Sputnik V no hospital San Martin, La Plata, Argentina, 21 de janeiro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 24.02.2021
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Analista japonês avalia eficácia da vacina russa Sputnik V contra o novo coronavírus, comparando os imunizantes já existentes.

O portal Yahoo News Japan publicou uma matéria do analista japonês Kazuhiko Fuji que comparou diferentes vacinas contra o coronavírus, reconhecendo a eficácia da vacina Sputnik V.

O autor do artigo, analista principal e professor do Instituto de Pesquisa de Economia, Comércio e Indústria do Japão (RIETI, na sigla em inglês), comparou várias vacinas: as vacinas norte-americanas da Pfizer e da Moderna, a vacina britânica AstraZeneca, a vacina russa Sputnik V e duas vacinas chinesas sem as nomear.

De acordo com Fugi, o confronto entre a China e o Ocidente sobre a resposta inicial ao novo coronavírus também se estende ao campo da vacinação. No pano de fundo desse confronto, o ranking da vacina russa está crescendo rapidamente.

Inicialmente, quando a vacina ainda não tinha resultados da terceira fase dos ensaios clínicos, havia relatos de poucas pessoas pretenderem se vacinar com a Sputnik V, segundo Fuji. No entanto, posteriormente sua eficácia de 92% foi confirmada.

Administrada em duas doses, a vacina russa usa em cada dose um tipo diferente de vetor. A AstraZeneca, produzindo sua vacina com base em um único vetor, reconheceu a superioridade da Sputnik V, conforme o analista japonês.

"Considerando todas as circunstâncias, provavelmente, é necessário pensar em usar a Sputnik V no Japão em uma perspectiva de médio prazo. Acredita-se que a luta contra a COVID-19 pode se prolongar e, por isso, muitos especialistas começaram a sublinhar a importância da combinação de medidas", escreveu Fuji.

Atualmente, o Japão não planeja aplicar a vacina russa Sputnik V contra o novo coronavírus, mas em 1961 a URSS já tinha fornecido ao Japão a vacina contra a poliomielite, que ajudou a reduzir o número de crianças doentes no país, lembrou Fuji.

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