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Membro do Conselho Nacional do Ministério Público pede investigação contra Dallagnol

© Folhapress / Pedro LadeiraProcurador Deltan Dallagnol, ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato
Procurador Deltan Dallagnol, ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato - Sputnik Brasil, 1920, 23.02.2021
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Conselheiro do CNMP determinou a abertura de investigação disciplinar contra a conduta do procurador Deltan Dallagnol no caso da criação de uma fundação privada da Lava Jato. 

Em março de 2019, foi revelado que membros da força-tarefa da Lava Jato desejavam criar uma fundação privada com fins de interesse público, com verba de R$ 2,5 bilhões, dinheiro proveniente de acordo entre a Petrobras e o Departamento de Justiça dos EUA. 

À época, os procuradores foram acusados de desvio de função e de politizar o combate à corrupção. Posteriormente, o STF decidiu que a criação da fundação era ilegal.

Nesta terça-feira (23), Luiz Fernando Bandeira de Mello, membro do CNMP, determinou a abertura de reclamação disciplinar na corregedoria do órgão para apurar a atuação de Dallagnol no processo. O despacho foi proferido a partir de processo aberto pela senadora Kátia Abreu (PDT-TO). 

Inicialmente, a ação da parlamentar pedia a retirada de Dallagnol da força-tarefa da Lava Jato. Por decisão própria, o procurador deixou a operação em setembro de 2020. Em razão disso, a senadora pediu que fosse aberto um processo disciplinar para apurar a conduta de Dallagnol.

Decisões anteriores

A partir da reclamação disciplinar, a corregedoria do CNMP pode decidir abrir um procedimento administrativo. Em decisões anteriores, a entidade e a Corregedoria do Ministério Público entenderam que não houve irregularidades na atuação de Deltan Dallagnol em relação à criação da fundação. 

Bandeira de Mello pede para a corregedoria do CNMP analisar onze indícios de irregularidades apontados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ao suspender a criação da fundação.

"Ainda que possua tal independência, o membro do Ministério Público deve atuar nos estritos limites do ordenamento jurídico, sempre em busca do interesse público e sem se deixar levar por interesses pessoais", escreveu o conselheiro, segundo publicado pelo jornal O Globo. 
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